Casa de passarinho para decorar jardim

Quer saber como deixar o seu jardim mais vivo e criativo? As peças desenhadas pelos designers Luciana Pitombo e Felipe Stracci ficam perfeitas em qualquer cantinho verde

 Estar perto do verde e contemplá-lo são desejos cada vez mais presentes na vida de quem mora em grandes centros urbanos. Ter um jardim em casa permite descansar a mente e, independentemente do tamanho, ele é um refúgio perfeito. É com essa proposta que os jovens arquitetos e designers Luciana Pitombo e Felipe Stracci, sócios no escritório Plantar Ideias, desenvolveram peças com design único e funcionais para deixar esse cantinho ainda mais acolhedor.

Ideias para jardim externo, dicas.
É possível conciliar bem peças de design com o verde no jardim – Foto: Divulgação

Jardins pequenos e bonitos

Jardins também são ambientes prazerosos para vivenciar e curtir à noite. O tocheiro Tucano, feito em aço inox, ilumina de uma forma intimista e aquece com uma chama as noites frias de outono e inverno. Muito resistente, o tocheiro tem abastecimento à gás, é resistente e pode ficar exposto nas intempéries climáticas. O design da peça foi inspirado no pássaro, que vive em nossas florestas e trabalha sofisticação e classe numa peça rústica.

Ilumicação para jardim externo
À noite, o charme e o calor ficam por conta do Toucheiro – Foto: Divulgação

Criatividade nas ideias para o jardim

Inspirada nos pássaros urbanos que vivem entre os edifícios e arranha-céus, a casinha Rufus, da Linha Urbanus, foi feita de concreto e aço inox. Ela pode ser um comedouro, luminária ou apenas uma casinha de passarinho.   Além disso, a peça tem opção de vir com a corda para pendurar em árvores ou um galho, de aço inox, para colocar no chão.

Casinha para decorar jardim externo
Casinha Rufus traz a interação de arte com a natureza – Foto: Divulgação

Quando for pensar no projeto para o seu jardim, pense em como integrar plantas, vasos e móveis, acrescentando design e luz à receita. A essência deve ser a qualidade com criatividade para áreas externas, por meio de projetos de paisagismo e luminotécnicos, com energia limpa, em áreas verdes e interiores. Faça do seu lugarzinho verde o melhor refúgio da sua casa. E desfrute o charme, o conforto e o bem-estar que um bom jardim oferece.

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Fachada da Casa de Cultura Parque

Está procurando cursos? A Casa de Cultura do Parque oferece, a partir de agosto, programação que investiga temáticas da arte. À frente da curadoria está o artista e educador Claudio Cretti. Os cursos combinam saberes tradicionais, tecnologias contemporâneas e abordagens inovadoras. Eles fazem um diálogo entre a arte e seus campos vizinhos. As aulas são voltadas a estudantes, artistas em formação, professores, educadores, pesquisadores e interessados em geral.

Oportunidades

Os cursos também oferecem oportunidades para quem está correndo atrás de trabalhos que despertem reflexão e expandam repertório. Dentro da programação, a artista Monica Schoenacker ministra O Livro Livre. Os alunos terão noções básicas de encadernação e produção gráfica para criar “livros livres”. Em Livro é Obra, o artista Fabio Morais apresenta recorte histórico das possibilidades do livro, antes usado apenas como suporte de obras, textos e imagens, passando a ser uma linguagem explorada nas artes visuais.

Fachada da Casa de Cultura Parque
Cursos oferecidos seguem até novembro – Foto: Divulgação

Veja os Cursos de setembro e novembro que a Casa de Cultura do Parque irá oferecer

No mês de setembro, Edith Derdyk promove Linhas de Horizontes: A escrita de uma paisagem. Com o intuito de investigar a relação entre corpo, olhar e espaço, a artista convida os participantes a caminharem ao redor da Casa, aproveitando a presença do Parque Villa Lobos. Em Arquitetura Moderna no Brasil, que acontece em novembro, o arquiteto e professor Rodrigo Queiroz repassa a história da arquitetura brasileira nos séculos 20 e 21, com ênfase nas relações entre forma e cultura, em aulas expositivas e visitas a prédios icônicos de São Paulo. Completam a programação os cursos Instalação e escultura contemporânea: diálogos com a paisagem, com Laura Belém; A Paisagem na Arte, com Thiago Bortolozzo, Melodia; Acompanhamentos: uma História, com Dante Pignatari; e Enxertos, com Diego Rimaos.

Localizada no Alto de Pinheiros, em frente ao parque Villa-Lobos, a Casa da Cultura do Parque tem na programação cultural ampla diversidade ímpar, com exposições de arte, oficinas, palestras, ciclos de debates e projetos especiais em torno de arte, cultura e conhecimento. Vale muito a pena conhecer.

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cropped Restaurante especialista Foto Divulgação - Decoração para restaurantes: confira dicas incríveis

Se você pensa que apenas um bom cardápio, uma equipe bem montada e uma localização diferenciada são os únicos fatores que devem ser levados em conta na hora de abrir um restaurante, está cometendo um erro. Além de ter a ideia clara do negócio e ser um bom gestor, é preciso também ganhar os clientes pelo conforto e pelo charme na decoração para restaurantes. Para isso, um bom projeto de arquitetura vão ajudar a conquistar o coração do cliente. Quer saber como? O arquiteto Givago Ferentz, especializado em projetos de gastronomia e entretenimento, tem sete dicas bem legais para dar o toque especial ao seu empreendimento.

  • Cores 
  • Iluminação 
  • Afetividade
  • Fachada
  • Acessibilidade e Mobilidade
  • Funcionalidade 
  • Contrate um especialista

Cores na decoração para restaurantes

O arquiteto Givago diz que a psicologia das cores é um bom caminho para seduzir os clientes quando se trata de decoração de restaurante. Ele segue a orientação de lojistas e profissionais do marketing. As cores escolhidas para o décor influenciam muito e fortalecem a marca, o aspecto visual e o conforto dos ambientes. Trabalhe bem na escolha da paleta do projeto. Cores quentes transmitem energia e entusiasmo, enquanto cores mais frias podem trazer um toque especial transmitindo seriedade, natureza e calma

Decoração para restaurantes
Trabalhar cores, fundamental na decoração de restaurante – Foto Divulgação

Iluminação

Boa iluminação influencia diretamente na impressão que as pessoas vão levar do seu espaço. Pensar bem em como a luz será trabalhada será determinante em relação ao tempo que clientes permanecem no local, ao aspecto da comida e à atmosfera da casa. Saiba como você quer que o seu restaurante seja visto, percebido e sentido por quem irá frequentar.  A iluminação de um bar, não pode ser a mesma de um restaurante com buffet, assim como restaurantes que abrem somente durante a noite devem ter projetos diferentes dos que atuam em dois turnos.

Decoração para resturantes
Usar bem a iluminação traz conforto e valoriza a decoração – Foto: Divulgação

Afetividade

Seguindo as dicas de decoração para restaurantes de Givago Ferentz, três fatores fazem a diferença na hora do projeto: cultura, sentimento e sensações fazem tanto parte de um prato como do décor. Trazer à tona memórias afetivas, lembranças e expectativas é um caminho. Escolha bem os elementos que farão parte da composição. Dê atenção a dando detalhes e texturas, além das cores. Marcar o cliente começa na humanização do espaço, imprimindo conforto e traços únicos ao lugar. Para isso, nada melhor do que um bom profissional de arquitetura e decoração de interiores.

Decoração de restaurante
Humanizar, fundamental na decoração para restaurantes – Foto: Gustavo Lubian

Fachada na decoração para restaurantes

Pense rápido: qual o cartão de visitas da sua empresa? A fachada diz bastante sobre como você se posiciona no mercado e o que você pretende oferecer e passar para os frequentadores da sua casa. Trabalhe linhas modernas, expresse o seu estilo e redobre o cuidado com a porta de entrada do seu estabelecimento. Fachadas sujas, sem expressividade ou muito poluídas soam como negativas, podem destruir todo o seu projeto de decoração e afasta as pessoas.

Decoração de restaurante
A fachada do seu restaurante é o cartão de visitas – Foto: Divulgação

Acessibilidade e mobilidade

Inclusão é outro ponto muito importante no projeto. Acessibilidade é respeito à cidadania e um direito garantido por lei. em lei. Ofereça vagas especiais de estacionamento, instale rampas na entrada, disponha de mesas para cadeirantes, espaço para passagem de cadeiras de roda, entrada de cães-guia e banheiros adaptados. Tenha certeza de que esses detalhes vão garantir muito mais conforto a todos que frequentam o seu espaço.

Decoração para restaurantes
Ofereça espaço para cadeiras de rodas e pense na acessibilidade – Foto: Divulgação

Funcionalidade na decoração

As áreas de atendimento, preparação e serviços devem funcionar de forma prática e efetiva, trazendo melhor aproveitamento de todo o espaço. Você não pode esquecer pilares como a sustentabilidade, tecnologia e ergonomia. Lembre-se: o conforto e a segurança de seus colaboradores também precisam ser respeitados.

Decoração para resturantes
Use cada espaço pensando na funcionalidade e sustentabilidade – Foto: Divulgação

Decoração de restaurante? Contrate um especialista

Converse com o seu arquiteto. Ele sabe bem o que está fazendo e será seu parceiro fundamental no momento de pensar e executar o projeto. Além disso, ele será o diferencial na redução de gastos desnecessários e a garantia para a qualidade do resultado. Funcionalidade, praticidade, beleza e conforto são frutos de um projeto de decoração bem pensado. Trate como prioridades suas e dos seus clientes.

Restaurante com desenhos nas paredes, refletores, poltronas em paletes
Projeto de decoração de restaurante traz funcionalidade e conforto – Foto: Divulgação
Mockup 2 897x494 - Arte e arquitetura têm encontro marcado na APG

Um diálogo entre a arte e a arquitetura. É o que propõe a Arte Plural Galeria, no próximo dia 15, reunindo o artista plástico Raul Córdula – numa visita guiada por sua exposição Eternagora – arquitetos e Maria do Carmo Nino, que falará sobre a importância da arte em projetos de arquitetura.

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Além da beleza que traz aos projetos, a arte deve ser vista como patrimônio, diz Maria do Carmo Nino (Foto: Divulgação)

Em cartaz até o dia 18, a mostra reflete sobre a ligação entre o tempo e o espaço. Primeira exposição individual da APG, reúne 18 obras entre pinturas em telas, desenhos e escultura, algumas inéditas e outras emblemáticas do acervo pessoal do artista.

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Como a arte contribui para os projetos de arquitetura é tema de conversa (Foto: Divulgação)

“É sobre a experiência humana que trata o conjunto de obras de Raul Córdula, não exatamente como um historiador faz, mas como um artista, comprometido com seu tempo e com as ruínas e fraturas que o projeto moderno anunciava como progresso. Essa virada geométrica é um marco na arte contemporânea brasileira. Raul sempre esteve antenado e suporta o tempo presente que ele vive. O tempo se faz presente na vasta obra do artista como tema, como signo mítico, como matéria, materialidade e como acontecimento vital”, coloca Joana D´Arc Lima, curadora da mostra.

Home Mockup - Arte e arquitetura têm encontro marcado na APG
Arte transcende a harmonia do projeto (Foto: Divulgação)

A visita guiada será sucedida pela conversa sobre a arquitetura e a contribuição da arte. Puxando o mote, Maria do Carmo Nino diz que a relação entre as duas deveria ser colocada mais fortemente em debate desde a formação acadêmica. “A arte  transcende a arquitetura de interiores. Muito mais do que tornar um ambiente belo, ela tem que ser vista como um patrimônio, ali, naquela composição, porque ela transcende a harmonia”, diz.

RAUL - Arte e arquitetura têm encontro marcado na APG
Joana D´Arc Lima e Raul Córdula (Foto: Germana Telles/Revista SIM!)

Arte Plural Galeria

Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife

Informações: (81) 3424.4431

*O evento terá início às 19h

industrial7 1 897x494 - Decoração industrial: como utilizar em casa?

Apesar de ter nascido há algumas décadas, o estilo industrial ainda inspira muitas pessoas na hora de escolher como decorar um ambiente. A tendência começou a se popularizar entre as décadas de 1950 e 1970, e é inspirada nos galpões da cidade de Nova Iorque que, naquela época, começaram a ser vendidos como apartamentos residenciais.

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Estilo industrial brinca com o sofisticado e o rústico (Foto: Divulgação)

Ana Wasen, designer de produto, explica que esse tipo de decoração combina e brinca com elementos sofisticados e rústicos, uma vez que utiliza basicamente madeira, metal e concreto, além de deixar tijolos e tubulações aparentes. “Para trazer o estilo das fábricas para dentro de casa a dica é usar elementos metálicos, madeiras com acabamentos mais inacabados e apostar nas cores cinza e preto, e alguns artigos coloridos como pontos de destaque.Essa tendência já é realidade em diversos imóveis das grandes cidades brasileiras, mas também é perfeitamente aplicável em outros ambientes”, explica.

ESTILO INDUSTRIAL - Decoração industrial: como utilizar em casa?
Ferro e madeira estão presentes na maioria dos projetos que trabalham o estilo (Foto: Divulgação)

O projeto do arquiteto Helder Fornari para a residência de um jovem casal, com um filho adolescente, na Riviera de São Lourenço, em São Paulo, é um ótimo exemplo. O arquiteto valorizou o estilo urbano dos donos da casa. “Eles tinham muitos móveis de madeira (que gostavam muito), porém alguns eram até maiores que o espaço em si. Com essa base, minha ideia para essa reforma foi unir alguns móveis que eles tinham ao estilo industrial. Como a casa contava com muitas repartições, resolvemos mudar, deixando-a totalmente aberta, o que demandou uma reestruturação na parte dos fundos”, conta.

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Projeto de Helder Fornari reestruturou todo o imóvel na Riviera (Foto: Divulgação)

Dada essa demanda, Helder solicitou que a viga que venceria esse vão fosse trabalhada com grandes porcas e parafusos, a fim de dar a ideia bruta do industrial sem perder a leveza, uma vez que a viga era relativamente estreita.

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O urbano foi inserido através de aço, inox e vidro (Foto: Divulgação)

Este elemento demarcou a transição de ambientes, da área social para a cozinha. Daí partiu a ideia de “esquentar” a parte social com tijolos e os móveis de madeira e trazer o urbano com características industriais para a cozinha, utilizando aço inox e vidro. O calor dessa cozinha veio com o tom amarelo nestes vidros.

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Escada recebeu um guarda corpo de vidro (Foto: Divulgação)

Para as bancadas, foi escolhido ardosia polida, que além de ter um valor excelente, tinha a tonalidade cinza que o arquiteto queria para dar link dos tons terrosos da madeira e tijolo com o inox e vidro, que viriam a seguir. Na área social, a escada que dá acesso ao mezanino (em madeira original da época), recebeu um guarda corpo de vidro fixado com botões de aço inox.

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Lugar também é marcado pela funcionalidade e o aconchego (Foto: Divulgação)

Essa solução permite trazer o vidro para este uso, que é uma característica mais urbana que praiana e traz amplitude visual sem caracterizar a casa como um escritório, o que poderia ocorrer caso fosse utilizado inox ou alumínio nessa escada.

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Projeto da residência de jovem casal (Foto: Divulgação)

A arquiteta Paola Cimarelli Landgraf diz que a tendência industrial e minimalista continua forte na arquitetura. Para a profissional, a madeira é ótima opção nesses estilos. Ela explica que a marcenaria aquece o ambiente mesmo quando é mesclado com metal ou pedras, presentes com frequência na decoração industrial. Ao optar por painéis e mobiliário destes materiais a dica está na escolha de uma boa mão de obra para a instalação, detalhe fundamental para garantir um bom resultado.

Para Paola, projetar peças sob medida ajudam no aproveitamento dos espaços. “Procuro escolher tamanhos modulares e soltos, facilitando a mudança da peça dentro da casa ou na hora da mudança. No caso da cozinha e área de serviço os armários são fixos e desenvolvidos conforme o tamanho do ambiente, dimensão dos equipamentos e necessidade do cliente”, pontua.

Quando o imóvel espaçoso tem dimensões pequenas, o arquiteto Gláucio Gonçalves utiliza todas as possibilidades para deixa-lo com o jeitinho do cliente. No projeto de um studio, em São Paulo, além de amplitude e a praticidade, o cliente também queria um ar industrial, que ele considera a sua cara. Ele mesmo pontuou que o revestimento da parede deveria ser cimento queimado. Para conferir o clima solicitado, Gláucio buscou os elementos ideais, como a estrutura metálica da estante e trilho preto no teto em cima da cama.

 

Confira algumas dicas:

Pendentes

É impossível falar de decoração industrial sem pensar em pendentes. Na cozinha, no quarto ou na sala, eles são marcas registradas do estilo. Abuse dos pontos de luz pendentes que são fundamentais para dar o clima urbano que essa tendência reproduz.

Móveis em madeira

A madeira também é um elemento que remete às fábricas americanas antigas. É possível utilizar os móveis mais sóbrios e até os mais modernos e lúdicos. Abuse da madeira nos racks, bancadas, aparadores e até nos objetos de decoração.

Tijolos, cimento e concreto

Se a estrutura da casa é feita de tijolos maciços, aproveite e deixe à mostra. A dica é remover todo o reboco e depois passar resina para proteger. Se o ambiente for pequeno, pinte com uma camada rala de tinta branca, tirando o excesso com um pedaço de pano. Também dá para investir em uma pintura que remete ao concreto ou em revestimentos que imitam madeira ou o próprio tijolinho aparente.

Cadeiras diversas

Neste estilo é muito comum utilizar móveis funcionais a favor da decoração. Escolha cadeiras em tons metálicos, estruturas de ferro e madeira. Bancos altos ou banquetas, esses materiais também dão o tom urbano e despojado que a decoração industrial pede.

Reaproveite materiais

O reaproveitamento de materiais também é uma característica comum da decoração industrial, desde cadeiras antigas de metal a tonéis de cerveja. Esse é um tipo de decoração que permite mesclar elementos e dar novas funcionalidades a cada um deles.

082710af 1 897x494 - "Quando a vida é uma euforia", de Joana Lira chega ao Recife

O público recifense poderá conferir a partir desta quarta-feira (16), a exposição ” Quando a vida é uma euforia”, da artista plástica Joana Lira. Com curadoria de Mamé Shimabukuro, a mostra que já passou pelo Instituto Tomie Ohtake, entra em cartaz agora no Centro Cais do Sertão, no Recife Antigo, e traz recortes da criação desenvolvida por Joana para o carnaval durante 10 anos de trabalho. A exposição que poderá ser conferida até 17 de março ainda traz conversas, experiências e oficinas.

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O público recifense poderá conferir a partir desta quarta-feira (16), a exposição ” Quando a vida é uma euforia”, da artista plástica Joana Lira (Foto: Denise Andrade).

O trabalho de Joana com o carnaval começou com a missão de dar novo significado à decoração nas ruas e complementar o brilho do carnaval. De 2001 a 2011, Joana apresentou uma nova identidade visual para a logomarca e estabeleceu uma nova estruturação e integração dos foliões com a cidade do Recife. “Nossa cultura carnavalesca é muito rica, são muitas manifestações. Tem o Maracatu Nação, o Maracatu Rural, o Afoxé, os Caboclinhos e muitos ritmos além do frevo. É uma diversidade realmente muito grande, vinda da história brasileira. Nós vestíamos a cidade com personagens relacionados a tudo isso. E a curadoria da Mamé Shimabukuro trabalhou muito em cima da emoção do Carnaval, através da identidade visual criada neste período, entre os mais de 300 personagens que nasceram, com suas estampas e alegorias. Então, contamos a história desse projeto, a história dessa festa, mas o nosso grande propósito foi gerar emoção, tocar e transformar”, contou Joana Lira.

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O trabalho de Joana com o carnaval começou com a missão de dar novo significado à decoração nas ruas e complementar o brilho do carnaval (Foto: Denise Andrade).

A exposição “Quando a vida é uma euforia” vai ocupar o Cais do Sertão em quatro núcleos com as inspirações e o processo criativo da artista. No núcleo de Pertencimento, registros que revivem a vida da artista,textos, fotos e videos que fizeram parte de sua formação. Junto a eles estão exemplos de obras de artistas que foram homenageados nos carnavais em que ela esteve à frente do trabalho de decoração e iconografia, a exemplo dos mestres Ariano Suassuna, Lula Cardoso Ayres, Abelardo da Hora, Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro e Tereza Costa Rêgo.

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A exposição “Quando a vida é uma euforia” vai ocupar o Cais do Sertão  ( Foto: Denise Andrade).

Em paralelo à exposição, acontecerão ações educativas a partir da interlocução poética do carnaval e as obras de Joana com experiências vivenciadas pelo público nas ruas do Bairro do Recife, onde o carnaval atinge sua apoteose. Uma maneira de dialogar entre a poética visual e a linguagem traduzida das manifestações populares em espaços públicos.

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De 2001 a 2011, Joana Lira apresentou uma nova identidade visual para a logomarca e estabeleceu uma nova estruturação e integração dos foliões com o Recife. (Foto: Paulo Fridman)

 

Confira a programação dos encontros:

16.1, quarta

15h – 16h30

A narrativa do caboclo de lança: conversa com Mestre Nico

Percussionista e artesão pernambucano radicado em São Paulo, Mestre Nico começou a tocar e a exercitar a arte do bordado aos quatro anos. Na conversa, ele irá falar de ancestralidade, religião, transcendência e outros aspectos relacionados à sua cultura.

Auditório É do Povo

20.1, domingo

16h – 18h

Experiência sonora com Maurício Badé, diretor musical da exposição

Músico, percussionista, estudioso da música negra brasileira convida o público para uma troca sobre o leque sonoro da exposição “Quando a vida é uma euforia”.

Espaço Umbuzeiro

 

Serviço:

“Quando a vida é uma euforia”, de Joana Lira
Visitação de 15 de janeiro a 17 de março.
Cais do Sertão – Recife Antigo.

CrisSchiavoni RuaPiracuama RafaelRenzo 3 70 897x494 - Cores neutras e muita textura em um projeto de cobertura de 267 m²

Uma cobertura de dois andares, com cerca de 267 m², foi o desafio encontrado pela arquiteta Cristiane Schiavoni, que planejou o lar de uma família, formada por um casal e seus dois filhos de três e seis anos. “A planta não atendia às necessidades do cliente e por isso foi praticamente refeita. Apesar da boa área disponível, os ambientes eram pequenos e compartimentados”, conta a a arquiteta. O pontapé inicial foi demolir a parede entre a sala e a antiga varanda frontal para criar o grande espaço de receber. O ambiente composto por sala de jantar e estar foi projetado em uma paleta neutra, em que predominam os tons fendi, branco e preto. O turquesa entra em cena para quebrar a monotonia.

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A arquiteta Cristiane Schiavoni teve como desafio planejar uma cobertura de dois andares, com cerca de 267 m² ( Foto: Rafael Renzo).

O home theater, espaço de convivência da família, conta com um enorme sofá que acomoda a todos. Para valorizar o ambiente e garantir maior o conforto visual, a arquiteta apostou em um diferente projeto de iluminação. “Os circuitos de iluminação proporcionam cenários diversos, inclusive luz indireta para deixar o ambiente aconchegante e convidativo. O forro de gesso foi executado com placa acústica para conferir isolamento acústico sob medida”, explica Cristiane, que desenhou ainda o armário sob a escada.

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O espaço de convivência da família foi pensado para levar muito conforto aos moradores ( Foto: Rafael Renzo).

Na área íntima, a suíte master surgiu após a junção com a varanda, ampliando assim a metragem do espaço do casal. No banheiro do casal, o boxe e a bancada ficaram bem espaçosos, enquanto a grande cuba com dois misturadores facilita a rotina dos dois.

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União de espaços proporcionou um quarto mais amplo para o casal ( Foto: Rafael Renzo).

Já o quarto do filho mais novo, foi projetado para perdurar por muito tempo. A cama e a bancada de estudos atendem a qualquer idade, enquanto os nichos e os armários podem ser trocados a qualquer momento, conforme mudem as necessidades.

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O quarto do filho foi pensado para que o espaço seja aproveitado durante todas as fases da criança ( Foto: Rafael Renzo).

O quarto da menina, tem espaço de sobra para que ela possa brincar e receber as amiguinhas. Como conta com um closet, não precisou acomodar armários.

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Tons neutros e muita elegância no quarto da menina (Foto: Rafael Renzo).

A cozinha, outro desafio da reforma, passou por mudanças. Já que a porta de acesso à área social ficava em frente ao elevador, a arquiteta reposicionou a entrada, abriu uma porta para o home theater, ambiente isolado do living, e outra diretamente para a sala de jantar.

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Na cozinha, a arquiteta reposicionou a entrada para melhorar e ampliar o espaço (Foto: Rafael Renzo).

O destaque do cômodo ficou por conta da área para refeições do dia a dia, em que o porcelanato geométrico e a mesa vermelha roubam a cena. Armários e bancada foram planejados sob medida em diversos tons de cinza para não competir com o restante dos acabamentos.

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A área gourmet não existia na planta original e se tornou um dos espaços queridinhos da casa ( Foto: Rafael Renzo).

Por fim, a área gourmet que não existia na planta original. A arquiteta começou pela criação da cobertura com estrutura metálica, além de fechar os vãos com janelas. No pé-direito duplo, um teto de vidro que permite a entrada de luz. Para ter praticidade, a varanda gourmet reúne todos os utensílios necessários, como cooktop, forno elétrico, geladeira, churrasqueira e forno a lenha.

 

Serviço: 

Cristiane Schiavoni arquitetura e interiores
Fone: (11) 3649 4900
www.cristianeschiavoni.com.br
@cristianeschiavoni

supstrip8 897x494 - Gabriel Wickbold apresenta I am Light – Você é Luz

Dois anos depois da sua última série inédita, o fotógrafo e galerista Gabriel Wickbold volta à cena com o novo ensaio “I am Light – Você é Luz”, em São Paulo. As fotografias são um convite para o espectador voltar o olhar a si próprio, buscar a luz interior e refletir sobre o verdadeiro valor do “ter e ser”.

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Mostra desperta o olhar a si próprio (Foto: Divulgação)

O novo trabalho se contrapõe a última série, “I am Online”, em que Wickbold discute a sensação de sufocamento causada pelo excesso de conectividade e informação. Assim, em seu quinto ensaio autoral, ele traça o caminho inverso e busca captar em suas lentes o que há de mais puro e verdadeiro, a conexão com o eu interior.

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Wickbold discute sufocamento causado pelo excesso de conectividade e informação (Foto: Divulgação)

O artista usa o obturador para literalmente descortinar a luz em suas instalações humanas, sua marca registrada, fazendo uso de pintura e aplicação de glitter nos modelos. O resultado são verdadeiras explosões de cores e efeitos de luz, que transformam a câmera em um leitor de auras, capaz de reproduzir essa intensidade que o fotógrafo quer demonstrar em sua série.

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Artista faz uso de pintura e aplicação de glitter nos modelos (Foto: Divulgação)

“I am light transcende o rosto aparente, a fraqueza do ser que deixa a esfera divina penetrar. A luz é o componente principal neste novo ensaio, onde os corpos são livres, imponentes e fortes. Por meio da luz emanada das fotos, o espectador pode iluminar seu próprio corpo e consciência”, reflete Gabriel.

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Luz é o componente principal neste novo ensaio, onde os corpos são livres, imponentes e fortes (Foto: Divulgação)

Integrante da agitada cena das artes jovem, que busca desmistificar a arte e aproximá-la de todos, Gabriel é um dos poucos artistas que exerce também a função de galerista. “Eu me divirto vendendo as obras. A gente não pode se levar tão a sério, a gente é artista”, comenta Wickbold.

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Tom leve vem conquistando o público (Foto: Divulgação)

É com esse tom leve que conquista cada vez mais seu público. Impactantes e transcendentais, parte das novas obras foram pré lançadas em exposição realizada em setembro deste ano, no arrojado empreendimento Jardim, de Isay Weinfeld, no bairro do Chelsea, em Nova Iorque.

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Fotógrafo e galerista Gabriel Wickbold volta à cena (Foto: Divulgação)

 

Exposição I’m Light – Você é Luz

Gabriel Wickbold Studio & Gallery – Rua Lourenço de Almeida, 167, Vila Nova Conceição, São Paulo-SP

Até 31 de janeiro de 2019

Horário de funcionamento:

Segunda a sexta-feira: das 10h às 18h

Sábados: das 11h às 15h

gabrielwickbold.carbonmade.com

Fone: (11) 3051-4919

Recomenda-se o agendamento das visitas

INSTITUTO LIRA9 897x494 - Instituto Lira abre as portas no coração de Casa Forte

Uma rufada de arte no coração de Casa Forte. É o que promete o Instituto Lira, que abre hoje as portas, com um acervo construído ao longo de 40 anos pelo arquiteto Carlos Augusto Lira. O lançamento do espaço aconteceu na noite desta quarta-feira (31/10), na Arena Arbor, montada nos jardins da CASACOR PE – que encerra a edição 2018 no próximo domingo (4).

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Coleção traz diversidade de estilos (Foto: Divulgação)

O acervo fica disponível ao público em mostras rotativas. Neste primeiro momento receberá grupos convidados e, posteriormente, agendará visitas por telefone. A exposição que abre a casa, “Viva a Arte Popular Brasileira”, traz grandes nomes da arte popular, maioria absoluta na Coleção Lira. O novo espaço cultural ocupa o andar térreo da casa, de número 324, na Praça de Casa Forte, onde funciona também (no andar superior) o escritório do arquiteto.

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Cerca de 500 peças fazem parte do acervo exposto no local (Foto: Divulgação)

A Coleção Lira é tida pela pesquisadora Ciema Mello, da Fundação Joaquim Nabuco, como a mais importante coleção de arte popular do Brasil. Isso pelo fato de haver nela o registro de fases diversas de um olimpo de artistas do porte de Severino Vitalino. Embora não seja a maior do País em número de peças, ela também impressiona pelo volume, com quase cinco mil itens catalogados. “Carlos Augusto é um benfeitor cultural do Brasil. Formar a coleção é difícil, manter é heróico, exige do colecionador disciplina, perseverança. A arte popular é um retrato da alma brasileira e do nosso imaginário. Se eu fosse uma autoridade, se tivesse prestígio político, apoiaria o Instituto Lira, pensando nas futuras gerações, para que um dia esse tesouro não corra o risco da dispersão”, reforçou.

INSTITUTO LIRA7 - Instituto Lira abre as portas no coração de Casa Forte
Arquiteto reuniu mais de cinco mil peças, ao longo de 40 anos (Foto: Divulgação)

A Coleção Lira, como um todo, reúne obras que vão do erudito ao popular, de nomes consagrados internacionalmente a anônimos; de joias a colheres de pau. Foram citados por Carlos Augusto, entre outros, Laurentino, Galdino, Cunha, Manoel Graciano, Pixiló, Antônio Leão, Bajado, Alcides, Nuca, Baê, Vitalino, Eudócio, Severina Batista, Ana das Carrancas, Expedito, Fernando (da Ilha do Ferro), Benedito, Sil, José Antônio da Silva e Vicentina Julião.

INSTITUTO LIRA6 - Instituto Lira abre as portas no coração de Casa Forte
Do erudito ao popular, coleção traz artistas do mundo inteiro (Foto: Divulgação)

Como o local é relativamente pequeno para o volume de peças (serão 500 no primeiro momento), Carlos pretende organizar grupos para as visitações, com 50 pessoas, no máximo, por vez. “Assim não comprometeremos o fluxo e o aproveitamento das visitas. De tempos em tempos vamos mudando o acervo”, explica.

INSTITUTO LIRA5 - Instituto Lira abre as portas no coração de Casa Forte
Visitação abre primeiro para convidados, depois receberá o público (Foto: Divulgação)

Um dos focos estará nos estudantes. De acordo com o arquiteto colecionador, a proposta é que visitas tenham também um caráter didático e possam lançar sementes, perpetuando o gosto pela arte genuína, formando novos admiradores e artistas populares. “Peço uma chance aos governantes para trabalhar melhor. Isso é o Brasil, é de todo mundo. Tenho muito medo que o acervo guardado no galpão não suporte o mofo, a umidade. Fui proibido pelos meus filhos (Joana e Pedro), em 2015, de comprar mais peças e catalogar tudo. Foi deles a ideia do Instituto. Pensei em Olinda, no Bairro do Recife, mas optei por Casa Forte, para não parar com a arquitetura. Eu preciso dela, pois a ela (aos meus clientes e parceiros) eu devo a possibilidade de poder bancar esse projeto”, agradeceu.

Carlos Augusto Lira - Instituto Lira abre as portas no coração de Casa Forte
Carlos fez um discurso emocionado no lançamento (Foto: Gleyson Ramos)

A partir do lançamento, a entidade buscará parcerias de empresas públicas e privadas. Entre expectativas, a conquista de espaço mais amplo que possa acolher toda a coleção de arte popular e a promoção de eventos, como oficinas e palestras. Hoje a coleção de arte popular está dividia entre o Instituto, em Casa Forte, onde a exposição inaugural traz uma seleção de 15% das peças, devido às limitações de espaço; a residência do colecionador, em Apipucos; e a reserva técnica, no Cordeiro.

Joana e Carlos - Instituto Lira abre as portas no coração de Casa Forte
Joana Lira, uma das incentivadoras para a criação do Instituto, ao lado do pai, Carlos Augusto (Foto: Gleyson Ramos)

 

Instituto Lira

Praça de Casa Forte, 324, Casa Forte, Recife-PE

Fone: (81) 3268-1360

 

 

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A arte popular é um retrato das raízes brasileiras. O artesanato reproduz a visão de homens e mulheres do mundo, das vivências de cada um e da arte, que brota das mãos desses artistas. Arquitetos e designers de interiores vêm aproveitando cada vez mais a riqueza do artesanato, como ele faz crescer e traz personalidade ao ambiente. A CASACOR Pernambuco é uma excelente mostra dessa parceria, que desde Janete Costa tem crescido e dado muito certo.

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Loja do Centro do Artesanato reúne acervo e tem curadoria de Roberta Borsoi (Foto: Divulgação)

Começando pela Loja do Centro de Artesanato de Pernambuco, projetado por Luciana Pontual e Plano A Arquitetura. Para deixar que as peças se sobressaíssem as arquitetas usaram elementos que remetem ao artesanato e à terra, com tons em vermelho, marrom e preto. As paredes receberam tijolo artesanal produzido em João Pessoa.

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Paredes em tijolos rústicos remetem à terra e ao barro (Foto: Divulgação)

A luminária central foi inspirada nas pitangas que enfeitam quintais nordestinos. A peça, em armação de arame e coberta por cordas vermelhas, é da artesã Gláucia, de Olinda. Na entrada, outro símbolo forte da pernambucanidade, os Leões de Nuca dão as boas vindas a quem visita o local. O espaço abre caminho também para trabalhos de Cida, Neguinha, Nicola, Edmilson, Erasmo e Abias, entre outros.

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Arame e cordas em luminárias da artesã Gláucia, de Olinda (Foto: Divulgação)

Estar Íntimo

Alysson Albuquerque e Rodrigo Malvim usaram peças de Fida, Luiz Benício, Joelson e Nicola no Estar Íntimo. Num dos cantos da sala, uma carranca trazida de Petrolina, de autor desconhecido. Para Alysson, o arquiteto tem um papel educativo em suas criações, por isso, há um grande prazer na dupla em apresentar o trabalho dos artistas locais aos clientes e ao público.
“Vemos a arte popular com uma das melhores formas de expressão da cultura de um povo. Sempre que viajamos tentamos conhecer os artistas daquele lugar. É uma maneira de compreender o local e a forma como seus habitantes se expressam”, diz Alysson.

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Estar Íntimo também traz santos e peças produzidas por artesãos (Foto: Rogério Maranhão)

Voltando ao Estar Íntimo, cada cantinho tem algum elemento de arte popular. Seja na composição da mesa lateral com livros, no banco Estação (de Domingos Tótora e Rodrigo Ambrósio), feito a partir de massa de papelão com resina, na tapeçaria de Michel e Xistiano de 1985. “Estas peças carregam consigo muito de quem as executou. São horas, dias, até meses de envolvimento com aquela obra, isto para mim também é arte popular. As duas obras do Zé Paulo expostas têm muito desse trabalho manual também. Tivemos a honra de trazer a peça da residência de Janete Costa, nossa maior educadora nesse quesito. Temos ainda castiçais e santos de madeira de seu acervo pessoal. Adoramos misturar peças antigas com obras de artistas contemporâneos, os já consagrados com os jovens talentos, isto oxigena e traz ainda mais força para qualquer projeto”, conclui.

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Contemporâneo e popular em harmonia (Foto: Rogério Maranhão)

Varanda do Jantar

Uma varanda de jantar ‘viva’, que traz a natureza para dentro da casa em três ambientes. Esse é o norte do projeto ‘Varanda do Jantar’, assinado por Igor Cabral em seu ano de estreia na CASACOR PE. Com o intuito de propor conforto no dia a dia a partir do uso versátil de um mesmo espaço, o arquiteto apostou em um lugar feito para receber amigos e familiares.

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Igor Cabral trouxe uma estante repleta de arte popular (Foto: Divulgação)

Pensando nesse aconchego e na identidade da família pernambucana, também fez uso do artesanato como aliado. Entre as peças que encontramos em sua varanda, estão beatas da artesã Mocinha, bonecos em madeira de Simone Sousa, boneco de Joel Galdino (de Caruaru), formigas de Luiz Benício e totens cabeça.

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Santos em madeira no ambiente (Foto: Divulgação)

 

Living e Varanda da Praia

Aurelice Lima, André Nóbrega, Cida Lima, Reinaldo, José Bezerra, Mestre Fida, Simone Sousa, Rodrigo Ambrósio e Guilherme de Nuca são alguns nomes que marcam presença no Living e Varanda da Praia, dos arquitetos Luiz Canto e Sandra Bione.

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Aconchego e acolhimento no Living e Varanda de Luiz Canto e Sandra Bione (Foto: Divulgação)

O ambiente foi projetado para um resgate à memória dos Anos 80. A intenção foi o aconchego e o acolhimento. Numa das paredes, chama a atenção uma imensa escultura de André Nóbrega. Já na varanda, uma tela em crochê traz as Mandalas do Sonho, de Dona Aurelice, mãe de Sandra. “Tudo foi pensado para que as pessoas possam interagir, estando no living ou na varanda, tendo uma percepção ampla dos dois ambientes, sentindo-se em casa”, explica a arquiteta.

 

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