Capa do programa da Semana de Arte Moderna de 22 de autoria de Di Cavalcanti 1 - Semana de Arte Moderna completa 100 anos

Semana de Arte Moderna completa 100 anos

Foi no Theatro Municipal de São Paulo, em 1922, que a arte do Brasil ganhou um novo rumo, através da Semana de Arte Moderna. Um marco na história. O movimento que rompeu com o tradicionalismo através da independência cultural do país festejou a arte modernista e elevou nomes como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Oswald de Amaral, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Heitor Villa Lobos, além de muitos outros talentos.

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Alguns dos participantes da Semana de Arte Moderna (Foto: reprodução Casa Mário de Andrade ).

Além disso, a popularização da arte foi um dos objetivos do movimento que propôs também a vontade de pensar e refletir sobre o mundo e a sociedade em que vivemos.

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O encontro de artistas que revolucionou a arte brasileira

Durante a semana que também festejou o centenário da Independência do Brasil, um grupo de intelectuais e artistas se propuseram a promover o novo e a trazer uma arte com características próprias do Brasil para os brasileiros.

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O abaporu de Tarsila do Amaral

Portanto, através de apresentações de música, poesia e muitas exposições de arte, eles puderam mostrar aos brasileiros uma nova forma de pensar e sentir.

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O Homem Amarelo de Anita Malfatti

A Semana de Arte Moderna também influenciou a arquitetura 

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O quadro dos Operários de Tarsila do Amaral

Para o arquiteto Alexandre Mesquita a Semana de Arte Moderna foi primordial para a consolidação da brasilidade. “Levou para a arquitetura uma liberdade sem as características européias. Uma versatilidade muito grande, recebida inicialmente aqui em Pernambuco pelos Nunes que fizeram um trabalho diferenciado. Além disso, dando sequência para Delfim Amorim que criou a azulejaria.  Portanto, ele pegou a arquitetura Portuguesa e trabalhou com modernidade. Caminhando no tempo, temos Ruy Ohtake e uma geração que vai fazendo essa continuidade modernista, como Borsoi e Wandenkolk Tinoco”, destaca.

E o modernismo só acontecia em São Paulo?

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( Foto: reprodução instagram).

Em março, chega ao mercado, o novo livro do jornalista, antropólogo e escritor Bruno Albertim, “ Pernambuco Modernista”. A obra promete mostrar o cenário dos pernambucanos que muito antes da Semana de Arte Moderna já eram modernistas. O livro que tem capa de Luiz Arrais está sendo editado pela Companhia Editora de Pernambuco.  

” O evento catalisou e ajudou a forjar uma sensibilidade moderna no Brasil. Não foi assimilado pelo resto do país. Criou um código da modernidade. É um vetor da modernidade estética no Brasil, no campo das artes. Mas por outro lado, São Paulo foi muito eficiente também em provocar uma certa mentira que entrou como verdade na narrativa oficial da arte brasileira. São Paulo forjou um mito de que a sua modernidade seria suficiente para dar conta e justificar o modernismo no Brasil, como se houvesse apenas um modernismo. E nós temos vários modernismos”, ressalta Bruno Albertim.

Portanto, o livro de Albertim promete trazer luz aos fatos que deixaram de lado muitos trabalhos modernistas que já existiam. “É sobre isso que trato no meu livro, quero trazer à tona. Organizo esse percurso que vem sendo estudado por historiadores e críticos importantes no Brasil . E muitos apontam para o fato de que Pernambuco teve e tem um dos modernismos mais densos do Brasil. Com características próprias, éticas e estéticas. Por exemplo, esse figurativismo que atravessa o século 20 e vai até o 21 com algumas exceções”. 

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