Nova exposição na Amparo 60 destaca a força feminina

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A Galeria Amparo 60 recebe na próxima quinta-feira (28), a exposição “ Antes do Cio dos Gatos”, que reúne Tereza Costa Rêgo, Clara Moreira e Juliana Lapa. A mostra tem como objetivo promover o diálogo entre as obras que trazem a força feminina. Na expo, o público ainda vai poder conferir sete obras inéditas de Tereza. Obras essas que são postas em conversa com trabalhos de Clara Moreira e Juliana Lapa. Todas as telas são figurativas, tendo a figura feminina como protagonista. 

Um dos quadros pintados por Tereza Costa Rêgo
Umas das obras de Tereza Costa Rêgo

Para a galerista, Lúcia Costa Santos, ter Tereza Costa Rêgo em exposição na galeria pela primeira vez é um momento de celebração. “Não é de hoje que cultivo o desejo de trazê-la para a galeria. E agora surgiu essa oportunidade ímpar, que se tornou ainda mais especial com a possibilidade de colocá-la em conversa com os trabalhos de artistas de outra geração, que já fazem parte do casting. Assim como Tereza, elas ancoram suas inquietações e poéticas nas questões do feminino”, explica Lúcia.

A arte de Tereza Costa Rêgo
A força do feminino nas obras de Tereza Costa Rêgo

Ao desnudar a si própria e a mulheres encarceradas ao longo de séculos de opressão, Tereza também abriu caminhos na cena artística para que outras mulheres pudessem discutir em suas obras essa poética fêmea. É justamente nesse contexto que as obras de Clara Moreira e Juliana Lapa podem ser vistas como tributárias dessa trajetória. As duas têm pautado seus trabalhos nas questões do feminino. Assim como Tereza, são artistas que pintam com o corpo. “Elas trabalham as subjetividades fêmeas, que não são só individuais, são também dessa criatura fêmea social”, diz Bruno Alberti, curador da exposição.

exposição Amparo 60. Obra de Juliana Lapa
Uma das obras de Juliana Lapa

Os trabalhos de Juliana Lapa trazem personagens que remetem à fecundidade das florestas, a ideia de um útero fecundo, de uma mulher vegetal, de mulheres questão em processo de gestação de si, que estão na iminência de um gesto.

exposição Amparo 60 , arte de Clara Moreira
A arte de Clara Moreira

Já as mulheres pássaras de Clara Moreira transitam entre o planejado e o inesperado, parecem estar sempre na iminência do voo, do grito. “Para mim esse grande encontro dessas três grandes artistas desfaz alguns mitos. Um deles, o de que pintura é silêncio. Nas suas narrativas, trazem personagens na iminência do voo. Na gestação do grito”, define Albertim.

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