
A arquitetura nordestina segue conquistando um espaço de merecido destaque nas principais vitrines de design do país. Prova recente desse movimento é a vitória do escritório Azul Pitanga na 29ª edição do Prêmio Deca, uma das premiações mais respeitadas e tradicionais do setor no Brasil.
Liderado pelos arquitetos André Moraes e Carolina Mapurunga, o escritório foi o grande vencedor da categoria Revelação da Arquitetura, disputando o cobiçado troféu ao lado de nomes de peso como Khoury Arquitetura e Gabriel Rosa Arquitetura.

O que você encontrará neste post:
Raízes, Matéria e Bioconstrução
O reconhecimento do Azul Pitanga não é um fato isolado, mas o resultado de uma linguagem estética e construtiva muito bem fundamentada. A produção da dupla é pautada por um profundo respeito à paisagem e pelo resgate dos saberes artesanais do Cariri cearense.

Adotando a bioconstrução como método e manifesto, o escritório transforma materiais vernaculares da própria terra em projetos de altíssimo rigor contemporâneo. Essa abordagem autêntica garantiu a vitória no Prêmio Deca através de um conjunto de obras de excelência, com destaque para a Casa Catimbau, a Casa VV e o Refúgio do Sol. Em cada uma delas, percebe-se uma arquitetura viva, desenhada para dialogar com a luz intensa, o calor e a natureza local.

Uma Semana de Conquistas Nacionais
A consagração de André Moraes e Carolina Mapurunga vai além do troféu já garantido. Consolidando sua presença no cenário nacional, o Azul Pitanga também é um dos finalistas do prestigiado Prêmio Revista PROJETO.
Essa sequência de reconhecimentos reafirma que a arquitetura nordestina atual não apenas valoriza suas origens, mas aponta caminhos inovadores, sustentáveis e repletos de identidade para o futuro do design no Brasil.


