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A arquiteta Isabela Canaan reaproveitou os lindos pés de abajur que a cliente já tinha, deu um banho de prata nessa peça, colocou novas cúpulas e um novo abajur foi criado. (Foto: Jomar Bragança/Divulgação)

#TENDÊNCIAS: Retrofit deixa objetos novos denovo

De origem estrangeira (derivada do latim e do inglês) a palavra retrofit começou a ser usada inicialmente na engenharia e posteriormente ganhou significado na arquitetura e decoração. Retrofit significa modernizar, reformar. Mas não é qualquer atualização. Essa técnica tem o objetivo de revitalizar objetos, construções e móveis sem deixar que suas características se percam no processo. Ou seja, a intenção é buscar o renascimento da peça preservando sua memória.

Na arquitetura e decoração é mais comum o retrofit de móveis, porém, lustres e abajures começam a ser beneficiados por esse processo e os resultados têm feito a diferença na composição de diversos ambientes, tornando-os mais ricos, interessantes e cheios de detalhes e memórias. O arquiteto Alexandre Mesquita está aplicando esta técnica em móveis na loja das Tintas Sherwin Williams, restaurando cadeiras e bancos que seriam descartados. “É uma forma muito consciente de manter e dar uma nova leitura a um móvel antigo. Assim damos sobrevida a peça e evitamos que seja descartada na natureza. Uma consciência ambiental também”, comenta.

A designer de interiores Fabiana Visacro recebe muitos pedidos de clientes para esse tipo de serviço. “Quando a peça está na família há muito tempo e tem valor sentimental vale a pena executar o retrofit e manter a história da família ali, viva no ambiente”, defende. Já a arquiteta Isabela Canaan destaca ainda outras duas situações em que retrofitar é interessante. “É uma boa alternativa porque é uma solução sustentável. Retrofitar uma peça que talvez iria para o lixo, gerando mais poluição, é uma maneira de contribuir para a manutenção do meio ambiente. Outra vantagem dessa técnica é o custo, que custa em média cinco vezes menos do que o valor de uma peça nova e o resultado fica tão bom quanto”.

De acordo com Fabiana, nem sempre o lustre ou abajur pode passar por um retrofit. “Se a parte elétrica não estiver em perfeito estado, o risco de se criar um problema ainda maior é bem grande, como um curto, por exemplo. Nesse caso, não indico fazer essa técnica”, salienta a designer. Isabela acrescenta mais itens à lista. “Não indico retrofit em peças de acrílico, por causa da sensibilidade, nem em peças de alumínio porque fica caro. Se o material for em vidro também não dá para trabalhar. Já em lustres e abajures de design não valem o retrofit, pois a peça perde valor de mercado”.

“Por meio do retrofit surgem ainda soluções criativas e a possibilidade de se ter peças únicas no projeto”, observa Fabiana. E foi justamente isso que fez Isabela em um de seus projetos. “Um cliente tinha pés de abajures de prata lindos, mas bem desgastados e não sabia o que fazer com eles. Ele não queria perdê-los, pois eram presentes da mãe. Então, dei um banho de prata neles e comprei novas cúpulas. Hoje, os abajures integram a sala de estar do cliente com muito bom gosto e contam sua história”, detalha a arquiteta.

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