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Conheça o arquiteto Rafael Amaral Tenório

Formado desde 2007 em arquitetura e urbanismo, o arquiteto Rafael Amaral Tenório é um dos nomes de destaque da arquitetura pernambucana. De lá para cá, coleciona a construção de mais de 200 projetos. Na atual presidência do CAU/PE , o arquiteto também foi um dos responsáveis pela criação da Associação dos Profissionais de Arquitetura de Pernambuco (APA, hoje Asbea), onde também assumiu a presidência. Rafael tem como seus maiores ídolos na arquitetura Luis Barragán, Frank Gehry, Lina Bo Bardi e Janete Costa. Nomes de peso que contribuíram para a construção da arquitetura mundial. Nas próximas linhas você irá conferir um bate-papo especial com o arquiteto Rafael Tenório e informações sobre a carreira dele.

Formação acadêmica

Rafael Tenório possui formação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco e Mestrado em Arquitetura Sustentável, realizado na Universidade Politécnica de Madri, na Espanha.

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No destaque a fachada do Hotel Encore Ramada, em Ponta Grossa, Paraná, previsto pra ficar prontinho em 2022( Foto: divulgação).

Na presidência do CAU/PE

Na presidência do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco desde 2018, o arquiteto Rafael Tenório vem realizando um trabalho importante para a classe profissional, levando também o Conselho e suas ações para todo o território pernambucano.

Além disso, Rafael Tenório, destaca a mudança realizada na estratégia de gestão que aposta no uso de redes sociais, outbus, outdoor, rádio e de uma atuação mais próxima da sociedade, “Isso colocou Pernambuco na vanguarda, fazendo entregas efetivas e com maior aderência às demandas dos profissionais”, comenta.

Estúdio da Empreendedora, CasaCor 2019

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Projeto do escritório Rafael Amaral Tenório para a Casacor Pernambuco 2019 ( Foto:  João Paulo Oliveira).

Projeto comercial para loja do Kaffe torrefação

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Projeto do Kaffe Torrefação e Treinamento ( Foto: Eudes Santana).

Confira o bate-papo com o arquiteto Rafael Tenório

Qual foi o seu despertar para escolher a arquitetura como profissão?
Desde pequeno sempre gostei de desenhar, era uma criança criativa e com o passar dos anos fui cada vez mais me interessando pela área. Meu pai já era engenheiro, depois começou a cursar arquitetura, de forma que fui absorvendo muita coisa, nunca imaginei trabalhar com algo diferente do que faço, que é : criar, realizar sonhos, propor inovações e desenvolver empreendimentos.

Você se especializou lá fora, correto? Qual a principal diferença na linha desse ensino, quando comparado às universidades tradicionais brasileiras?
Fiz um mestrado em Meio Ambiente e Arquitetura Sustentável em Madri, Espanha. Morei lá e vi que a diferença era muita, quando se levado em conta por exemplo: tecnologia, muitas aulas práticas e relação direta entre a academia e o mercado. Vale a ressalva que passados 11 anos, entendo que as universidades brasileiras evoluíram bastante e hoje tem muitas áreas e ações que estão em nível mundial.

O que não pode faltar em um projeto desenvolvido por você?
Personalidade! Entendo ser uma premissa cada projeto ter sua história, seus condicionantes. Vejo a arquitetura como uma ferramenta que pode moldar hábitos, costumes, criar infraestrutura  e evoluir uma sociedade.

O uso das cores sempre chamou muita atenção nos seus projetos. O que te levou a apostar nessa variada cartela?
Ter morado na Espanha, ter conhecido mais de perto a produção cinematográfica de Almodóvar, trabalhos de arquitetos mexicanos e dentro desse background, enxergar que nada é mais colorido que o Brasil. A personalidade do projeto passa pelo partido arquitetônico, pela paleta de cores e como a obra se comunicará com a sociedade. Entendo que o bom uso da cor, o uso sem medo, mas com total controle e conhecimento, agrega muito.

O que te inspira na hora de criar um projeto de arquitetura?
A necessidade de entender e atender as demandas e as premissas de cada projeto. Entendo que a parte criativa dá o diferencial em qualquer trabalho mas que cada vez enquanto empresário da área de arquitetura, temos o dever de ser cumpridores de contratos.

Como vem sendo o desafio de estar á frente do Conselho de Arquitetura de Pernambuco?
Muito gratificante! Acredito que tudo que fazemos com dedicação, planejamento e com um grupo envolvido e engajado, dá resultado. Desde o início da gestão temos procurado gerir para para todos, olhando e debatendo sobre todas as áreas de atuação, entendemos que era preciso interiorizar, e o fizemos. O CAU presente em todas as regiões do Estado é uma conquista que aproximou o Conselho de todos os arquitetos e estudantes, outra grande preocupação dessa gestão, que tem contato permanente com as instituições de ensino do Estado.

Até agora, qual o grande aprendizado que você teve com a sua experiência na liderança do CAU/PE?
Que por mais que se trabalhe, não se consegue nada sozinho. É preciso motivar e envolver o máximo de envolvidos, educar e orientar em todos os sentidos possíveis para que tenhamos uma classe de arquitetos mais unidos, respeitados e protagonistas do nosso Estado. Aprendi que antes de perguntar o que o CAU/PE pode fazer por mim, tenho que perguntar o que posso fazer pelo CAU/PE. Dessa forma, todos ganham.

O primeiro contato com a área de gestão foi à frente da APA? Como foi poder fundar uma associação voltada para a Arquitetura Pernambucana?
A APA foi um marco na história da arquitetura pernambucana, pela primeira vez juntamos um grande número de escritórios que entenderam que dividiam os mesmos problemas e dificuldades, que precisavam se unir para que juntos, fortes, tivessem representatividade. Olhando para trás sinto muito orgulho de ter liderado a diretoria que fundou a Associação, depois passando para as mãos de Fred Mota e posteriormente se transformando em ASBEA/PE, presidida por Rodrigo Duarte. Vencemos muitos desafios e criamos um sentimento forte de classe e de defesa dos nossos interesses.

Na sua visão, quais são os principais desafios que o arquiteto brasileiro enfrenta?
Estruturalmente falando entendo que o maior desafio vem do setor público, para evoluirmos enquanto nação precisamos ter planejadores urbanos que garantam o crescimento sustentável de nossa sociedade. É preciso acabar com a prática de licitação de projeto por pregão, a arquitetura precisa ser democratizada e atender também os mais necessitados. Na área privada, é preciso incentivar a abertura de mais escritórios e redução da carga tributária. Na prática, é fundamental um trabalho contínuo de valorização da arquitetura para que seja ampliado o entendimento da importância do arquiteto pois é indissociável a relação do que entendemos de cidade e dos ambientes que vivemos e utilizamos com o nosso trabalho.

Conte um desafio que você ainda esperar realizar quando o assunto é a arquitetura?
Entendo que o grande desafio que enquanto arquitetos temos é de assumir um protagonismo na construção do futuro da sociedade. Não sermos apenas que projeta as construções mas quem lança os pilares para essa grande compatibilização que teremos entre arquitetura e tecnologia aplicada.

Na sua opinião, o que esperar do mundo da arquitetura no pós pandemia? Muitas diferenças no modo de pensar e executar a arquitetura? Qual a sua mensagem para os arquitetos nessa nova forma de trabalhar?
Entendo que nesses cerca de 70 dias que ficamos confinados, tivemos a oportunidade de olhar para nossas casas e cidades como nunca antes imaginamos. Acredito que o arquiteto sai desse processo não apenas com caráter de essencial mas com o papel de protagonista na construção dos edifícios pós pandemia, que vão incorporar uma série de ferramentas que protejam e tragam mais condições de enfrentamento, bem como requalificar todos os ambientes que já temos no contexto de adequar às novas necessidades.

Quais são seus planos futuros? Há pensamentos em um novo mandato no CAU/PE? Em caso positivo, já há novas ações e necessidades em planejamento?
O Plano é seguir trabalhando, gerando entregas e buscando atingir e engajar todos os profissionais, estudantes e sociedade em geral. Considerando as dificuldades pós Covid o CAU/PE conseguiu se reinventar e digitalmente ampliar seus serviços, interiorizando sem sair de sua sede. Temos um segundo semestre que é um grande desafio pois estamos estruturados para ampliar nossos serviços e fazer com o CAU/PE vá além de suas premissas, a parte de orientar, educar, fiscalizar e valorizar a arquitetura, se tornar um parceiro em todo processo do desenvolvimento da arquitetura. Entendemos que o momento é de focar nesses desafios, não há ambiente nem tempo para tratar de outra mandato, entendo que isso é uma consequência e que na hora certa, será tratada de forma a cumprir com toda legislação.

Escritório de Arquitetura

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Um dos projetos de Rafael Amaral Tenório (Foto: divulgação)

O arquiteto Rafael Tenório mantém no Recife o seu escritório, Amaral Tenório + Arquitetos desde janeiro de 2009, onde junto com demais profissionais, desenvolvem projetos residenciais, comerciais e clínicas médicas.

Endereço e contatos

Telefones: (81) 991887667 // (81) 992358749
Endereço Av. Herculano Bandeira, 513/13. Galeria Joana Darc- 51110-131 -Recife-PE.

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