Madeira Foto Divulgação 1346x494 - Dicas na hora de escolher o revestimento

Então, chega a hora da reforma. E de repente, é o momento de escolher o revestimento. Um dos elementos mais importantes no acabamento de uma reforma ou construção nova, ele pode ser o curinga na vida útil de pisos, paredes na decoração do ambiente.

É importante conhecer as características de cada cômodo e do material que será instalado. Essas informações são primordiais para escolher o revestimento que responde à usabilidade do ambiente, colabora para determinar a opção que melhor responde ao que foi pensado para o projeto, além de impactar diretamente no cronograma financeiro.

Para ajudar nessa decisão, os designers de interiores Paulo Brites e Lome Chung dão algumas dicas sobre os principais revestimentos do mercado:

Efeito madeira

Considerada um clássico, a madeira nunca saiu de moda, continua sendo uma paixão e capaz de trazer elegância, aconchego e conforto térmico ao ambiente. “No entanto, por ser um acabamento mais nobre e natural, os valores acabam sendo mais elevados”, explica Lome Chung.

Ao decidir pelo piso de madeira, deve-se considerar a contratação de mão de obra especializada para a instalação, bem como a pesquisa cautelosa antes da compra. “Se as madeiras não estiverem completamente secas, corre-se o risco do envergamento depois de instaladas, danificando todo o revestimento”, explica Paulo Brites

Madeira Foto Divulgação - Dicas na hora de escolher o revestimento
Considerada um clássico, a madeira nunca sai de moda (Foto: Divulgação)

Uma alternativa bastante adotada pelos profissionais é a aplicação do piso laminado, que une beleza e praticidade. Composto por camadas de materiais derivados da madeira, como aglomerado e painel de alta densidade (HDF), conta com várias padronagens que se assemelham às madeiras naturais. Fácil e rápido para ser instalado, o laminado apresenta um porém: não é resistente à água e, quando molhado pode apresentar aspecto de estufado. Por isso, a limpeza deve ser realizada com pano úmido. Outro ponto está relacionado à questão acústica. “Uma grande reclamação é o conforto acústico, como o toc toc de sapatos de alto que provocam barulho intermitente e que pode gerar incômodo”, explica Paulo.

Assim como os laminados, o vinílico apresenta uma grande variedade de desenhos. “Por ser de PVC, é mais resistente à água e proporciona um ótimo conforto acústico”, comenta Paulo. O material é macio e, por esse motivo, o contrapiso deve apresentar nivelamento perfeito para que não apareçam imperfeições na superfície. “Essa é uma opção que sempre recomendamos para os clientes com animais de estimação em casa e que precisam de praticidade para sua manutenção”, completa o designer.

Efeito pedra

Para o efeito pedras naturais na decoração, o mais usual são os mármores e o granitos, considerados materiais nobres, elegantes e donos de características bastante específicas. “As pedras naturais possuem diversas variantes e tonalidades que se adaptam aos diferentes estilos de decoração”, indica Lome. No tocante ao custo, depende do tipo de pedra, corte e tratamento.

O mercado também dispõe das pedras compostas, produzidas a partir de partículas de pedras naturais e resinas sintéticas. Com um leque de opções, são versáteis, resistentes ao calor, umidade, manchas e impactos. “Os compostos possibilitam fugir do lugar comum e são vendidos em várias cores e texturas”, completa Lome.

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Pisos laminados possibilitam fugir do lugar comum (Foto: Divulgação)

Ladrilho hidráulico

Produzidos a partir de cimento, os ladrilhos são revestimentos que primam pela resistência, trazem um toque mais artesanal e uma grande oferta de cores e desenhos.

Por ser um material poroso, pode manchar com mais facilidade. Assim, demanda a proteção por meio da aplicação de impermeabilizante. O material pode ser utilizado em paredes e pisos, tanto em áreas secas ou úmidas como, por exemplo, salas, cozinhas, banheiros e terraços. “E o que o difere do azulejo tradicional é fato de dispensar o rejunte”, destaca Paulo.

Porcelanatos

Atualmente é o mais utilizado nas obras devido à resistência, durabilidade formatos e variedade de acabamentos. “Eles podem ser lisos, texturizados, brilhosos, opacos, amadeirados ou cimentícios. O porcelanato está pronto para atender todos os gostos”, conta Paulo.

Porcelanato Foto Luis Gomes - Dicas na hora de escolher o revestimento
Porcelanatos são ótimos para quem busca praticidade e diversidade (Foto: Luís Gomes)

Azulejos

Muito utilizados no passado com padrões e cores mais simples, passaram por mudanças e seguem se reinventando através de releituras de estilos. “A versatilidade do material é uma ótima pedida na decoração”, revela Lome. De fácil instalação e manutenção, o material pode mudar a linguagem decorativa. “E o seu custo varia muito de acordo com modelos e fabricantes”, finaliza Paulo.

 

QUARTO1 800x494 - Estudando em casa com estilo e organização

É tempo de volta às aulas. Para estudar a matéria do dia ou mesmo fazer as tarefas enviadas para casa, é legal chegar em casa e ter um ambiente adequado, que faça com que o rendimento seja sempre positivo. E, para isto, a escolha do mobiliário é fundamental na hora de pensar no quarto das crianças.

A arquiteta Fernanda Andrade diz que as opções de mobiliário no mercado atual estão cada vez mais diversificadas e é preciso estar atento a tudo que envolve esse mundo para acertar na escolha de um projeto que será benéfico tanto aos pais quanto às crianças. “Hoje existem muitas opções de móveis diferenciados para atender demandas variadas de projeto para os quartos dos pequenos, levando em conta também a funcionalidade. A primeira coisa que deve ser levada em consideração é a segurança, em seguida a escolha de um mobiliário estimulante e divertido para que a criança possa desenvolver a sua criatividade. Os móveis devem ser compatíveis à fase da idade”, explica.

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Projeto de Fernanda Andrade. O mobiliário é compatível com a idade da criança (Foto: Jomar Bragança)

Sabemos que o quartinho dos pequenos acaba se tornando o seu universo e, por conta disso, é importante que ele se sinta confortável, feliz e interessado em permanecer naquele local. “Pensar um projeto de quarto de criança é pensar em um espaço lúdico e descontraído para estimular o desenvolvimento dela. De acordo com a fase escolar, há tipos diferenciados de mobiliário. Com móveis independentes, por exemplo, que podem ser modificados. Uma bancada mais baixa para a primeira infância pode ser trocada por uma escrivaninha na segunda infância”, revela Fernanda.

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A decoração seguiu a diretriz: “menos é mais”, optando pela funcionalidade associada a beleza (Foto: Jomar Bragança)

Uma questão desafiadora na criação de um ambiente infantil é aliar a estética à segurança. E um dos pontos fundamentais é tratarmos, também, da ergonomia do espaço. De acordo com a arquiteta, algumas apostas do design para o mobiliário voltado às crianças trazem essa preocupação e, também, com os custos que ela implica. “Uma tendência para 2019 são os projetos com móveis adaptáveis. Ou seja, as mudanças no projeto são pontuais e pequenas, diminuindo custos, mas permitindo sempre um quarto atual”, pontua.

QUARTO2 - Estudando em casa com estilo e organização
Para estimular o desenvolvimento da criança, o quarto da criança tem uma decoração lúdica (Foto: Jomar Bragança)

Independente dos gostos, é fato que a opção pelo “menos é mais” vem sendo uma base a ser seguida nos quartos infantis. “Usar mobiliário necessário, sem excessos, privilegiando o espaço livre no quarto a desenvoltura das crianças. É importante incluir no projeto móveis nos quais elas possam se concentrar em seus estudos e afazeres, além de terem acesso aos seus brinquedos e pertences, de maneira segura, tranquila e independente”, encerra.

industrial7 1 1280x494 - Decoração industrial: como utilizar em casa?

Apesar de ter nascido há algumas décadas, o estilo industrial ainda inspira muitas pessoas na hora de escolher como decorar um ambiente. A tendência começou a se popularizar entre as décadas de 1950 e 1970, e é inspirada nos galpões da cidade de Nova Iorque que, naquela época, começaram a ser vendidos como apartamentos residenciais.

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Estilo industrial brinca com o sofisticado e o rústico (Foto: Divulgação)

Ana Wasen, designer de produto, explica que esse tipo de decoração combina e brinca com elementos sofisticados e rústicos, uma vez que utiliza basicamente madeira, metal e concreto, além de deixar tijolos e tubulações aparentes. “Para trazer o estilo das fábricas para dentro de casa a dica é usar elementos metálicos, madeiras com acabamentos mais inacabados e apostar nas cores cinza e preto, e alguns artigos coloridos como pontos de destaque.Essa tendência já é realidade em diversos imóveis das grandes cidades brasileiras, mas também é perfeitamente aplicável em outros ambientes”, explica.

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Ferro e madeira estão presentes na maioria dos projetos que trabalham o estilo (Foto: Divulgação)

O projeto do arquiteto Helder Fornari para a residência de um jovem casal, com um filho adolescente, na Riviera de São Lourenço, em São Paulo, é um ótimo exemplo. O arquiteto valorizou o estilo urbano dos donos da casa. “Eles tinham muitos móveis de madeira (que gostavam muito), porém alguns eram até maiores que o espaço em si. Com essa base, minha ideia para essa reforma foi unir alguns móveis que eles tinham ao estilo industrial. Como a casa contava com muitas repartições, resolvemos mudar, deixando-a totalmente aberta, o que demandou uma reestruturação na parte dos fundos”, conta.

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Projeto de Helder Fornari reestruturou todo o imóvel na Riviera (Foto: Divulgação)

Dada essa demanda, Helder solicitou que a viga que venceria esse vão fosse trabalhada com grandes porcas e parafusos, a fim de dar a ideia bruta do industrial sem perder a leveza, uma vez que a viga era relativamente estreita.

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O urbano foi inserido através de aço, inox e vidro (Foto: Divulgação)

Este elemento demarcou a transição de ambientes, da área social para a cozinha. Daí partiu a ideia de “esquentar” a parte social com tijolos e os móveis de madeira e trazer o urbano com características industriais para a cozinha, utilizando aço inox e vidro. O calor dessa cozinha veio com o tom amarelo nestes vidros.

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Escada recebeu um guarda corpo de vidro (Foto: Divulgação)

Para as bancadas, foi escolhido ardosia polida, que além de ter um valor excelente, tinha a tonalidade cinza que o arquiteto queria para dar link dos tons terrosos da madeira e tijolo com o inox e vidro, que viriam a seguir. Na área social, a escada que dá acesso ao mezanino (em madeira original da época), recebeu um guarda corpo de vidro fixado com botões de aço inox.

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Lugar também é marcado pela funcionalidade e o aconchego (Foto: Divulgação)

Essa solução permite trazer o vidro para este uso, que é uma característica mais urbana que praiana e traz amplitude visual sem caracterizar a casa como um escritório, o que poderia ocorrer caso fosse utilizado inox ou alumínio nessa escada.

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Projeto da residência de jovem casal (Foto: Divulgação)

A arquiteta Paola Cimarelli Landgraf diz que a tendência industrial e minimalista continua forte na arquitetura. Para a profissional, a madeira é ótima opção nesses estilos. Ela explica que a marcenaria aquece o ambiente mesmo quando é mesclado com metal ou pedras, presentes com frequência na decoração industrial. Ao optar por painéis e mobiliário destes materiais a dica está na escolha de uma boa mão de obra para a instalação, detalhe fundamental para garantir um bom resultado.

Para Paola, projetar peças sob medida ajudam no aproveitamento dos espaços. “Procuro escolher tamanhos modulares e soltos, facilitando a mudança da peça dentro da casa ou na hora da mudança. No caso da cozinha e área de serviço os armários são fixos e desenvolvidos conforme o tamanho do ambiente, dimensão dos equipamentos e necessidade do cliente”, pontua.

Quando o imóvel espaçoso tem dimensões pequenas, o arquiteto Gláucio Gonçalves utiliza todas as possibilidades para deixa-lo com o jeitinho do cliente. No projeto de um studio, em São Paulo, além de amplitude e a praticidade, o cliente também queria um ar industrial, que ele considera a sua cara. Ele mesmo pontuou que o revestimento da parede deveria ser cimento queimado. Para conferir o clima solicitado, Gláucio buscou os elementos ideais, como a estrutura metálica da estante e trilho preto no teto em cima da cama.

 

Confira algumas dicas:

Pendentes

É impossível falar de decoração industrial sem pensar em pendentes. Na cozinha, no quarto ou na sala, eles são marcas registradas do estilo. Abuse dos pontos de luz pendentes que são fundamentais para dar o clima urbano que essa tendência reproduz.

Móveis em madeira

A madeira também é um elemento que remete às fábricas americanas antigas. É possível utilizar os móveis mais sóbrios e até os mais modernos e lúdicos. Abuse da madeira nos racks, bancadas, aparadores e até nos objetos de decoração.

Tijolos, cimento e concreto

Se a estrutura da casa é feita de tijolos maciços, aproveite e deixe à mostra. A dica é remover todo o reboco e depois passar resina para proteger. Se o ambiente for pequeno, pinte com uma camada rala de tinta branca, tirando o excesso com um pedaço de pano. Também dá para investir em uma pintura que remete ao concreto ou em revestimentos que imitam madeira ou o próprio tijolinho aparente.

Cadeiras diversas

Neste estilo é muito comum utilizar móveis funcionais a favor da decoração. Escolha cadeiras em tons metálicos, estruturas de ferro e madeira. Bancos altos ou banquetas, esses materiais também dão o tom urbano e despojado que a decoração industrial pede.

Reaproveite materiais

O reaproveitamento de materiais também é uma característica comum da decoração industrial, desde cadeiras antigas de metal a tonéis de cerveja. Esse é um tipo de decoração que permite mesclar elementos e dar novas funcionalidades a cada um deles.

APAT PEQUENO 1024x494 - Soluções inteligentes para espaços pequenos

Muitas vezes, a escolha por um imóvel mais compacto acaba vencendo por conta da praticidade e simplicidade que o acompanham, facilitando, assim, o dia a dia dos moradores. Para que o bem-estar predomine, e a rotina se torne algo leve e agradável, soluções e técnicas para espaços pequenos tem ganhado cada vez mais força, otimizando e adaptando ambientes para que o conforto e aconchego prevaleçam sem abrir mão de um décor elegante. O arquiteto Gabriel Garbin, entusiasta e especialista do traço minimalista, onde o menos é mais, reuniu dicas e inspirações para quem deseja transformar suas pequenos espaços.

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Otimizar espaços é palavra de ordem (Foto: Divulgação)

Para que este apartamento de 60m² esbanjasse estilo e funcionalidade, a cozinha foi integrada à sala e desenhada como elemento de living para que convivesse em harmonia no contexto social. Nesse ambiente a geladeira foi embutida na marcenaria para que convivesse naturalmente à situação proposta.

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Combinar estilo e funcionalidade é fundamental (Foto: Divulgação)

Seguindo a linha minimalista, essência do trabalho do arquiteto, foi possível utilizar a circulação íntima de forma racional neste projeto. Foi embutido, em um único armário, máquina de lavar/secar, bar e mini despensa. Com placas de madeira pinus, conhecida pelo seu fácil reflorestamento, a marcenaria otimiza e embeleza o espaço do corredor.

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Agregar espaços também é importante (Foto: Divulgação)

Nesta suíte de 11m², toda a marcenaria foi desenhada para agregar o máximo de espaço possível. Desse modo, toda a cabeceira da cama de casal foi composta por armários para suprir a carência. Dosando o frio e o calor, o arquiteto procurou usar materiais leves, como tons de cinza, branco e o pinus tratado, que não pesam e não causam sensação de encolhimento.

Buscando aproveitar cada centímetro da melhor maneira possível, os arquitetos Renato Andrade e Erika Mello, do escritório Andrade & Mello Arquitetura, compartilham suas experiências para mostrar que é possível morar em ambientes enxutos sem abrir mão da personalidade nem sofrer com cômodos apertados e desconfortáveis.

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Ambientes compactos podem ter muita personalidade (Foto: Divulgação)

1. Integração

Uma ótima solução para ganhar medidas extras no projeto é remover paredes e unir ambientes. “Mas não podemos nos esquecer da estrutura do imóvel, que não pode ser colocada em risco”, alerta Erika Mello. Ao invés de ter cômodos isolados, o morador terá amplitude em sua moradia, como cozinhas integradas ao estar, que permitem um ambiente mais receptivo e aconchegante. “As transparências são bem-vindas, pois mantêm a percepção do todo”, complementa Erika.

2. Marcenaria

Quando se trata de imóveis compactos, o que fica cada vez mais claro é que planejar os espaços nunca foi tão importante. Cada centímetro ganha status de área útil. A marcenaria é uma aliada fundamental para não desperdiçar nenhum milímetro, sem contar ajuda na organização da casa. “Todo o mobiliário deve ter uma função específica, estou falando de encaixes perfeitos e usos pré-definidos já no desenho do projeto”, afirma Renato Andrade. Remover o máximo de paredes e substituí-las por armários é uma forma de ganhar centímetros. “Com painéis deslizantes, móveis multiuso e peças embutidas, a marcenaria se torna uma aliada em lugares enxutos”, completa.

3. Otimização vertical

Aproveitar as paredes até o teto é uma forma de conquistar ainda mais área. Estantes e armários posicionados estrategicamente são ótimos para abrigar cobertores, livros e outros objetos que não são usados com frequência. Outra recomendação é apostar em teto e paredes pintados na mesma cor, pois isso parecerá suprimir limites e trará a ideia de unidade. “Piso único, teto nivelado e iluminação linear também forjam a sensação de continuidade”, afirma Erika.

4. Espelhos

Um truque recorrente, que funciona muito bem, é o uso de espelhos. Aplicá-los em lugares específicos, como, por exemplo, dentro dos móveis ou sobre as prateleiras vai contribuir para que os ambientes pareçam maiores e mais iluminados. Também vale pensar que a organização racional de circulação resultará em áreas otimizadas. Um exemplo é posicionar estrategicamente as portas, uma em frente à outra.

5. Móveis multifuncionais

Os chamados ‘móveis dois em um’ valorizam o imóvel e podem ser usados de formas múltiplas: um sofá que vira cama, mesa que dá para ser estendida, entre outras opções. “É importante que os móveis e os acessórios sejam proporcionais ao tamanho do ambiente”, ressalta Erika. Ao mesmo tempo, cuidado para evitar a duplicidade de funções, como mesas de refeição em mais de um ambiente.

MODERNARTE7 1346x494 - Arte e modernidade em 90 dias

Integração tem sido palavra-chave em inúmeros projetos atualmente. Aproveitar melhor espaços, conectá-los e trazer a convivência cada vez mais próxima, oferecendo maior desfrute de cada ambiente, são pontos em comum de quem busca transformar e reformar casas, apartamentos e escritórios. Um bom exemplo é o trabalho desenvolvido pela equipe do escritório Luiz Paulo Andrade Arquitetos.

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Ponto de partida foi a obra Tristana, da artista colombiana Adriana Duque (Foto: Divulgação)

Moderna e atemporal a reforma do apartamento com 350m², em São Paulo, começou reformulando totalmente a área social. Uma das solicitações feitas pelos proprietários foi resolver a interligação com a cozinha e acima de tudo inserir no contexto do décor a paixão do casal por arte. O extreme makeover aconteceu em apenas 90 dias.

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Liberdade criativa trouxe maior inspiração aos arquitetos (Foto: Divulgação)

“Como os clientes são amigos pessoais, tivemos bastante liberdade criativa para a execução do projeto. Nosso ponto de partida foi a escolha da obra Tristana, da artista colombiana Adriana Duque, pela relação cromática e cor dos olhos da modelo. A partir da obra, foi definido todo o conceito de luzes e cores aplicadas”, comenta Andrade.

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Luzes e cores exploradas a partir da obra Tristana (Foto: Divulgação)

Materiais naturais como pedra, madeira e linho compõem o mix de elementos escolhidos harmonicamente, com o mobiliário de design nacional e as cores que formam uma ambientação moderna e cool. Na sala, o piso de pedra mineira foi mantido e revitalizado, em contraste com a madeira pau-ferro, escolhida para forrações, estantes e portas.

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Madeira foi bem explorada em vários ambientes (Foto: Divulgação)

Os painéis de madeira se tornam o fundo para o mobiliário composto por uma gama de peças do design nacional (atual e clássico) repleta de madeiras claras, tecidos naturais e cores. A revitalização também está presente em nas bancadas de mármore e granito do apartamento. No living e sala de jantar utilizamos trilhos com spots direcionáveis para distribuir melhor a iluminação.

 

Luiz Paulo Andrade Arquitetos

www.lpandrade.com.br
Rua.: Rua Delfina, 342, Vila Madalena | São Paulo
Tel.: (11) 3032-4029
Instagram.: @luizpauloarquitetos
Facebook.: facebook.com/luizpauloarquitetos

segundo projeto 1000x494 - Piscinas imprimem charme e valorizam áreas externas

A piscina sempre foi item de desejo para quem sonha em ter uma casa. No entanto, para que ela seja realmente aproveitada e se torne a protagonista absoluta do projeto, é importante ter alguns cuidados especiais. Segundo a arquiteta e designer de ambientes Gislene Lopes, uma iluminação adequada e bem focada faz toda a diferença na estética da piscina. “Ela valoriza o formato da piscina e do jardim em volta, realçando todo o ambiente. Também dá destaque ao revestimento, principalmente à noite, proporcionando um charme inigualável”, avalia.

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Piscinas agregam valor e beleza ao imóvel (Foto: Divulgação)

O formato da piscina é outro fator crucial. “Ele é definido de acordo com a arquitetura, com o terreno, com o posicionamento e o visual da piscina. Tem terreno que não dá opção de projetar a piscina na frente da casa, pois ele é muito íngreme. Ou, então, não possibilita fazer a piscina no fundo, pois se você joga a casa pra frente, vai ficar muito feio e uma construção muito cara. Vai ter mais dificuldades com o acesso da residência, precisa fazer mais escadas, por exemplo. A piscina vai pegar menos sol”, explica.

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Formato também pode trazer mais charme (Foto: Divulgação)

Em se tratando de tendências, um dos modelos mais requisitados de piscina tem sido as de borda infinita. Um formato extremamente charmoso e que cria uma ilusão de ótica de estilo hollywoodiano. “O próprio espelho d’água cria uma lâmina onde não se vê uma estrutura rompendo a linha do horizonte. Cria um efeito de mar e tem sido muito solicitado atualmente. Neste modelo, você tira a parte de alvenaria e a estrutura começa a diluir, deixando a piscina mais fluida e com uma vista maravilhosa. A água melhora a aridez do espaço e deixa o local mais arejado”, diz.

As cores também estão em voga. Hoje em dia, o azul já não é mais regra. “Ter criatividade é o que dá o tom atualmente. O diferencial é ter uma piscina com cor, diferente do óbvio. Temos piscinas verde, preta, com pastilha e pedras. Uma mescla de pastilhas de várias cores também é importante”, revela a arquiteta.

Outro aliado na inovação das piscinas é o uso do vidro. Com ele, é possível criar um efeito “aquário” que a deixa com um estilo mais futurista. “A utilização de vidros, como o laminado, de alta performance, possibilita que você veja a pessoa dentro da piscina. Ele muda a interação dela com o próprio espaço e cria um elemento surpresa. Com o uso da tecnologia é possível usar materiais que ajudam na plástica da piscina. Essas interações deixam a piscina mais elegante e criam uma nova proposta de seu uso em casa”, encerra.

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Criatividade e contato com a natureza no projeto de Wagner Paiva (Foto: Divulgação)

Nesta casa em Salvador, o arquiteto Wagner Paiva explorou o contato com a natureza. A borda infinita cria um clima de conexão com a paisagem e um refúgio multiuso. O desenho moderno conta com toda a sofisticação da prainha em dois níveis de altura.

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Projeto de Debora Aguiar preenche toda a área externa (Foto: Divulgação)

No projeto da arquiteta Debora Aguiar em São Paulo tem uma piscina que preenche toda a área externa e é acompanhada por uma obra de arte colocada na área da prainha. A piscina é toda revestida com uma pedra em tom de cinza, a borda e os painéis criam um jogo de luz, sombra e profundidade com a iluminação.

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Gabriella Ramalho traz prainha e revestimento na cor preta (Foto: Divulgação)

Grande estrela da casa projetada pela designer Gabriella Ramalho, em Búzios, a piscina é o principal cenário de muitos encontros, festa e badalação. Com 14 metros de extensão, conta com prainha para os que querem se expor ao sol mas sem perder a frescor da água. Ainda conta com um original e elegante revestimento na cor preta.

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Borda infinita soma o cenário local e amplia a sensação de liberdade (Foto: Divulgação)

Nesta casa, em Vitória (ES) a borda infinita soma-se à visão privilegiada para o mar. O centro do ambiente assinado pelos arquitetos Daniela Avancini e Henrique Gasparini faz a ligação entre a casa, a área gourmet, o deck e a área do jardim. Tudo gira em torno, com revestimento em porcelana.

O projeto da arquiteta Andressa Dangui, em Itapema, no Rio Grande do Sul, conta com uma das faces em vidro. Para que a transparência criasse uma leveza possibilitasse a visão cristalina da água, valorizando o revestimento de design exclusivo. Já o espelho d’água pode ser utilizado como piscina infantil, com material antiderrapante que também está presente na área externa da piscina.

Mais do que simplesmente tirar um projeto do papel, é essencial saber integrá-lo ao que existe ao seu redor – algo que há de sobra nessa casa na praia com arquitetura de interiores do escritório Karina Korn Arquitetura. Localizada no litoral sul, a residência, de 1.138m² é cercada por uma vista tirar o fôlego para o mar e, principalmente, a mata atlântica, característica da região.

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Integração com a natureza e espaço para relaxamento com borda infinita (Foto: Divulgação)

De forma a valorizar esse cenário e manter a motriz praiana do ambiente, Karina revestiu a piscina com borda infinita de pastilhas azuis com referência ao céu e mar à frente. Seu comprimento estende-se ao horizonte, sem fronteiras visíveis – da cor do céu, se torna quase uma parte da paisagem. O ambiente é a principal área de lazer de uma família paulistana, que procurava justamente essa conexão com a natureza ao lado de amigos e parentes.

 

 

 

1705 CAP FERRAT 22 1346x494 - Retrofit ganha mais espaço em projetos de arquitetura e design

Modernizar, readequar, para preservar e dar vida nova a uma edificação. Esse é o mote por trás do retrofit. Entre as vantagens, estão a valorização no mercado imobiliário e a possibilidade de tornar o imóvel sustentável e adequado às necessidades da vida moderna.

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Prédio da Engefrio passou pelo processo de retrofit (Foto: Divulgação)

No Recife, o prédio da Engefrio, num dos principais eixos viários e de acesso ao Centro, passou pelo processo de revitalização, em 2013. O ponto principal do retrofit neste caso foi modernizar o edifício, eliminando suas “patologias”, acrescentando mais um pavimento.

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Além de passar pelo processo de modernização, edifício ganhou mais um pavimento (Foto: Divulgação)

“Nunca foi cogitada a hipótese de demolição. Tudo foi feito sem interromper os contratos em andamento e sem deslocarmos as empresas lá acomodadas. Há situações onde é mais econômico demolir um prédio para construir um novo, no entanto isso não pode ser usado como regra. É necessário uma avaliação técnica, focando a possibilidade de aproveitamento. Com isso, ganhamos em economia e sustentabilidade”, diz Paulo Veloso, arquiteto responsável pela obra.

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Ganhos passam pela redução de custos e pela sustentabilidade (Foto: Divulgação)

Ele conta que o retrofit possibilitou resgatar a presença do edifício. Todas as vedações e caixas de ar condicionado de janela foram retirados e deram lugar a uma “pele” de vidro refletivo com desempenho térmico.

ENGEFRIO5 - Retrofit ganha mais espaço em projetos de arquitetura e design
Vedações e caixas de ar condicionado deram lugar a uma “pele” de vidro (Foto: Divulgação)

As proporções e elementos marcantes do projeto original, de autoria de Vital Pessoa de Melo, foram enaltecidos. Seus elementos opacos verticais foram mantidos, em contraste com os rasgos horizontais das janelas originais, que deram lugar à nova superfície transparente em vidro.

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Retrofit devolveu a imponência ao Cap Ferrat, no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Vencedor da 32ª edição do Prêmio Internacional Macael, outro projeto que merece destaque é o Cap Ferrat, assinado pelo arquiteto Juan Di Filippo, no Rio de Janeiro. O edifício precisava de uma reforma externa que exaltasse a sua imponência e ao mesmo tempo “conversasse” com o entorno do prédio.

1705 CAP FERRAT 28 - Retrofit ganha mais espaço em projetos de arquitetura e design
Revestimento existente no embasamento foi completamente removido (Foto: Divulgação)

O ponto de partida foi substituir integralmente o revestimento existente no embasamento, nas 102 varandas e na cobertura. O projeto também previa a instalação de portas de correr nas 17 varandas de frente para a praia, além da substituição integral dos guarda-corpos, que estavam em estado avançado de oxidação mecânica, devido à ação da atmosfera com grande concentração de cloretos (maresia).

1705 CAP FERRAT 32 1 - Retrofit ganha mais espaço em projetos de arquitetura e design
Novos guarda-corpos de vidro contínuo foram instalados, para não prejudicar a vista para o mar (Foto: Divulgação)

“A solução encontrada foi manter o revestimento existente e sobrepor o novo, mediante a fixação por inserts de aço inoxidável”, explica o arquiteto. “Também previmos a instalação de novos guarda-corpos de vidro contínuo, para não interferir na vista para o mar”, complementa.

1705 CAP FERRAT 39 - Retrofit ganha mais espaço em projetos de arquitetura e design
Varandas receberam fechamento com portas de vidro e alumínio (Foto: Divulgação)

O prédio também recebeu insertos metálicos. Este sistema de fixação permitiu a facilidade na execução sem a necessidade de remover o revestimento antigo. As varandas da fachada principal receberam fechamento com portas de vidro e alumínio, conferindo amplitude para a área social dos apartamentos.

1705 CAP FERRAT 23 - Retrofit ganha mais espaço em projetos de arquitetura e design
Todas as possibilidades de composição e de proporcionalidade foram exploradas (Foto: Divulgação)

O arquiteto explica que para o Cap Ferrat, o seu escritório explorou todas as possibilidades de composição e de proporcionalidade que o edifício permitia observar. “Aproveitar essas possibilidades nos permitiu definir uma nova e diferente identidade arquitetônica, de linguagem contemporânea”, comenta. “Exemplo disto é o reenquadramento dos chanfros originais nas colunas frontais, o que ampliou visualmente a fachada de frente para o mar”.

 

ELEMENTOS NATURAIS2 843x494 - Dicas para decorar com elementos naturais

Espaços conectados com a natureza, que estão muito em alta, são sinônimos de lugares saudáveis. Mais do que contar com vasos e hortinhas, varandas, áreas de estar e outros ambientes da casa ganham doses preciosas de aconchego com móveis, revestimentos e objetos de decoração feitos de madeira ou de outros materiais naturais. Para você que simpatiza com a ideia, listamos maneiras de integrar a decoração natural à morada.

Sobre a mesa

De rusticidade sutil, as gamelas, fruteiras e bandejas que ficam em destaque sobre a mesa de jantar são uma maneira de trazer um pouco da natureza para dentro de casa. Os modelos da Corte da Terra são feitos artesanalmente, em um processo que valoriza o formato natural dos troncos resgatados a fim de que cada peça seja única. São escolhas certeiras para dispor as frutas, servir queijos e vinhos ou enfeitar a mesa em ocasiões especiais.

ELEMENTOS NATURAIS5 - Dicas para decorar com elementos naturais
Gamelas da Corte da Terra (Fotos: Cecília Arbolave)

Na área de estar

Combinando durabilidade e versatilidade, a marcenaria é uma boa pedida para aquecer os ambientes e resolver questões, como a divisão das áreas. Sob medida ou planejada, ela apresenta os veios e tons da madeira, enriquecendo a decoração. Na foto, marcenaria desenhada por Ana Yoshida, pensada para separar ou integrar a varanda ao living, permitindo a passagem de luminosidade pelos recortes envidraçados.

ELEMENTOS NATURAIS4 - Dicas para decorar com elementos naturais
Lidando com a durabilidade e versatilidade da madeira no projeto de Ana Yoshida (Foto: Evelyn Müller)

Como apoio

Pequeno, mas de grande efeito. O formato orgânico das peças compactas, como as mesas e os banquinhos da Corte da Terra, pode compor diversos ambientes, servindo como importante apoio no cantinho de leitura, banquinho no bar e até mesa de cabeceira. O restante da decoração é responsável por pautar a personalidade do local, dando continuidade ao visual rústico do móvel de madeira ou misturando com outros itens mais modernos.

ELEMENTOS NATURAIS3 - Dicas para decorar com elementos naturais
Mesinha da Corte da Terra (Foto: Cecília Arbolave)

No hall

Usados pela arquiteta Carmem Avila, os penduradores na parede acomodam os objetos pessoais da moradora. A forma curva complementa a decoração do hall de maneira única, trazendo a delicadeza da madeira, aliando beleza e funcionalidade.

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Projeto de Carmem Avila (Fotos: Rafael Renzo)

No piso

A madeira como revestimento pode transformar o ambiente – assim como fez nesse living. O nobre e marcante parquet, que realça o chão, até dispensa o uso de tapetes no projeto da arquiteta Carmem Avila. Ela ainda aconselha: em ambientes em que a madeira está presente em grande escala, é importante dosar as texturas com elementos de superfícies neutras e uniformes.

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O nobre e marcante parquet, que realça o chão, até dispensa o uso de tapetes (Foto: Rafael Renzo)

 

Corte da Terra

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Ana Yoshida Arquitetura e Interiores

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Carmem Avila Arquitetura

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PAINEL DE MADEIRA4 1346x494 - Madeira: elemento natural em evidência

Não faltam motivos para investir na madeira como elemento de destaque no ambiente. Tradicionalmente usado em pisos e móveis, o material natural também é sucesso nas paredes, servindo como painel em quartos, salas e até cozinhas. As arquitetas Daniele Okuhara e Beatriz Ottaiano ensinam como investir na tendência que tomou conta da arquitetura de interiores. Afinal, por ser um material curinga e fácil de trabalhar, é possível criar soluções diferenciadas para esconder paredes, embutir eletrodomésticos e dividir ambientes.

PAINEL DE MADEIRA - Madeira: elemento natural em evidência
Além de item decorativo, painéis de madeira camuflam portas e o ar-condicionado (Foto: Rafael Renzo)

O primeiro passo é definir a superfície que vai receber o painel madeira, que por sua vez determinará se a execução será de MDF, laminado melamínico ou lâmina natural. A definição leva em conta o material indicado para cada tipo de aplicação “Em ambientes secos, como quartos e salas, utilizamos a lâmina natural de madeira, que proporciona emendas imperceptíveis e a sensação de uniformidade por não destacar as quebras. Como a impressão do material sintético (MDF amadeirado) já vem de fábrica, fica mais difícil manter a continuidade entre as madeiras, deixando a emenda aparente”, explica a arquiteta Daniele.

A atenção para o não aparecimento das emendas está diretamente relacionada à forma de instalação dos painéis. O processo de instalação mais utilizado é o sistema mão-de-amigo. “Para não deixar nenhum parafuso aparente, os profissionais trabalham com o sistema de encaixe macho e fêmea”, destaca Beatriz.

Para ambientes molhados, como a cozinha, o recomendado é optar pela versão sintética, principalmente no encontro com o frontão da pia. Nesses casos, o melamínico ou o MDF permite facilidade na limpeza com a utilização de pano úmido.

Depois das dicas gerais, acompanhe as soluções de projetos realizadas pelas profissionais:

Combine os estilos

Por sua versatilidade, é possível utilizar a madeira em diferentes estilos decorativos, que vão desde o clássico até o ambiente mais moderno. A composição do restante do projeto é o que vai ditar, como o caso da mistura entre madeira e concreto. “Por trazer a sensação de aconchego e aquecer o ambiente, o elemento quebra o tom frio e cinza do concreto, material moderno que adoramos usar”, afirma Danielle.

Quartos mais aconchegantes

Não é segredo que a madeira traz conforto para os ambientes, não é mesmo? E nada melhor que utilizar o material para transformar o dormitório em um verdadeiro refúgio. Neste ambiente, a metragem reduzida determinou a escolha do modelo de cabeceira invertida. A peça foi produzida em lâmina de madeira de freijó e é um recurso para poupar centímetros preciosos na circulação do quarto. A madeira avermelhada criou um contraponto ao aspecto frio da parede com acabamento de concreto.

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Contraponto ao aspecto frio da parede com acabamento de concreto (Foto: Rafael Renzo)

Curinga para área social

A integração entre ambientes na área social é a solução para conferir maior circulação e interação entre os moradores em diferentes cômodos. Por isso, a arquitetura de interiores procura soluções que ajudem a otimizar espaço e trazer funcionalidade.

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Soluções otimizam e trazem funcionalidade (Foto: Rafael Renzo)

Neste projeto, a arquitetas trouxeram como solução o painel de MDF revestido em folha de carvalho americano e que esconde diferentes funções. Em frente ao sofá, o painel camufla a porta do lavabo. Na lateral, já na área do jantar, a marcenaria revela um amplo armário para as louças. Por fim, ganhou a função de divisória entre cozinha e sala de jantar.

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Painel que ocupa toda a parede principal deste ambiente (Foto: Rafael Renzo)

A madeira não precisa entrar em cena apenas como item decorativo. Prova disso é o painel que ocupa toda a parede principal deste ambiente. O laminado natural de madeira carvalho rosa é o protagonista desse living integrado e reserva alguns segredos: camufla as portas de entrada, o lavabo e o escritório, que fica isolado por uma porta de correr. Quando fechada, cria um amplo painel que garante unidade visual ao ambiente multifuncional.

Bem-vindo até em áreas molhadas

Diferente do banheiro, o lavabo não fica em contato com vapor, ou água corrente. Por isso, permite apostar nas paredes com painel de madeira. Neste projeto, o laminado natural de madeira carvalho rosa marcou presença no lavabo. Os metais dourado conferem um visual mais atual a composição.

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Frontão de pedra acompanha o balcão e protege a madeira (Foto: Mariana Orsi)

Considerada por muitos como o coração da casa, ainda mais quando faz parte da área social, a cozinha também pede aconchego. Nesse projeto o piso de porcelanato e os tons de cinza, branco e preto deixaram o ambiente menos intimista. A madeira foi utilizada como contraponto para aquecer a cozinha. Por estar em cima da pia, o MDF amadeirado foi a opção. Repare que o frontão de pedra acompanha o balcão e protege o elemento.

 

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CORES NA DECORAÇÃO 1024x494 - Ana Yoshida dá dicas sobre como usar cores na decoração

É comum encontrar pessoas que tenham medo de colorir a decoração. Parece fácil mirar em uma casa charmosa e alegre e adotar combinações que atrapalhem esse objetivo. A verdade é que colorir o lar não é nenhum bicho de sete cabeças. Expert e apaixonada pelo assunto, a arquiteta Ana Yoshida orienta sobre como aplicá-las com primor no décor.

Primeiros passos

A boa combinação de cores pode ser feita a partir de várias nuances que conversam entre si. Porém, também pode acontecer com a predominância dos neutros e de pinceladas pontuais de tons diferentes. A escolha deverá ser pautada pelo gosto do morador.

CORES NA DECORAÇÃO - Ana Yoshida dá dicas sobre como usar cores na decoração
Combinar bem as nuances das cores faz toda a diferença (Foto: Sidney Doll)

Uma boa pedida é escrever uma lista com a paleta preferida, variando entre tons frios e quentes, para nortear as decisões. A partir daí, vale testá-las e combiná-las umas às outras – seja com pedaços de tecidos ou comparações de tintas. “As cores podem ser combinadas pela proximidade de tonalidades ou por seus opostos”, aconselha Ana.

Sensações transmitidas pelas cores

A partir da arte milenar chinesa do Feng Shui, podemos definir algumas sensações ligadas a cada tom. Quartos, por exemplo, combinam com cores consideradas mais tranquilas, como azul e amarelo, enquanto o lazer combina com as nuances mais descontraídas e vibrantes, caso de laranjas e vermelhos.

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Cores consideradas mais tranquilas, como azul e amarelo, combinam com quartos (Foto: Luís Simione)

Essa análise não significa que um quarto infantil não pode receber cores alegres. O segredo de toda decoração é equilíbrio e bom senso. Nesse quartinho, Ana Yoshida combinou azul, laranja e amarelo nos detalhes, incluindo o berço do bebê, em uma composição harmônica permeada por uma base neutra.

Revestimentos bem explorados

Cores podem aparecer em diversos elementos da decoração e não devem ser esquecidas nos revestimentos. “Eles podem ser explorados em suas diferentes texturas, formas, acabamentos e tonalidades”, conta Ana.

CORES NA DECORAÇÃO3 - Ana Yoshida dá dicas sobre como usar cores na decoração
Cores não devem ser esquecidas em móveis e revestimentos (Foto: Célia Mari Weiss)

Nessa sala de estar, a arquiteta inseriu um elemento inusitado: uma faixa de azulejos laranjas que cruza o piso e segue até as portas de madeira. Além do recorte no revestimento, que reflete descontração e criatividade, há o aparador de laca verde-escura.

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Faixa de azulejos coloridos é destaque nesse projeto (Foto: Sidney Doll)

Na cozinha, as cores dos ladrilhos hidráulicos definem a área da mesa de jantar, quebrando a neutralidade da madeira e das paredes brancas.

Colorido em lugares incomuns

Os tons não precisam ficar só na área social. Na cozinha é possível envelopar a geladeira e o freezer em contraste com o resto do décor. Porque não investir nas pastilhas coloridas no banheiro? Na sala de banho, o turquesa rouba a cena.

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Envelopar a geladeira e o freezer em contraste com o resto do décor traz efeito incrível (Foto: Sidney Doll)

O poder dos tapetes

Quando o assunto é cor, o tapete também pode transformar a casa. Apostando em tons chamativos e estampas, ele secciona os ambientes com bossa, como acontece no modelo azul do living. Em outros casos, ele não só confere textura, como compõe a base neutra que ajuda a ressaltar o restante dos móveis.

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Tons chamativos e estampas nos tapetes trazem bossa aos ambientes (Foto: Sidney Doll)

“O morador pode ousar. É legal escolher uma parede para inserir a cor, por exemplo, e integrá-la aos tons dos móveis. Usar uma cor forte para criar um ponto de destaque nos ambientes. O segredo é sempre o equilíbrio”, diz Ana.

 

Ana Yoshida Arquitetura e Interiores

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