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Raul Córdula (Foto: Beto Figueiroa).

Raul Córdula expõe em Brasília

Criador em constante (re)atualização, Raul Córdula é um artista inquieto. Em seu ateliê/residência em Olinda, o paraibano continua a compor obras inéditas. O artista plástico começou a expor em 1960 e vai levar até Brasília a exposição “Raul Córdula– Antologia”, que entra em cartaz no Museu Nacional da República, em Brasília (DF) a partir da próxima quinta-feira (15) até 16 de outubro.

Rica em forma, rigor e experimentação, marcada pelos hibridismos estéticos e pelo lugar de atrito entre a imagem e a palavra, a obra de Córdula será revisitada pela segunda vez. A primeira foi em 2012, na galeria Janete Costa, dentro do Parque Dona Lindu, na capital pernambucana, comemorativa dos 50 anos de sua obra. Agora, o olhar singular do artista nordestino da geração de 59 volta a ocupar um monumento de Oscar Niemeyer, estabelecendo um diálogo modernista com o espaço.

“Sempre fui um artista voltado à arte como questionamento. Não no aspecto decorativo, mas de certa forma político, no sentido de quebrar determinadas situações que operam na identificação do olhar. Nós, da minha geração de 60, já temos a compreensão de uma arte sem figura. Por isso, não me coloco hoje como arte contemporânea, e, sim, ainda como arte moderna”, justifica Córdula, sobre a natureza da sua criação.

Sob a curadoria de Wagner Barja, artista plástico e coordenador do Museu Nacional da República, que fez o convite durante um júri do salão de artes municipal em João Pessoa (PB), a exposição “Raul Córdula – Antologia” exibe 32 obras, entre pinturas, desenhos pequenos e grandes (dois deles com mais de 4 metros de largura), seis serigrafias, cinco impressões em canvas e uma escultura.

Algumas obras, já previamente vistas na mostra recifense de 2012, poderão ser conferidas pelos brasilienses. Uma delas é o díptico “Bandeira do EGO (Made in PB)”, díptico de lâmina de chumbo e tela, com dimensões de 1,00 x 2,3 m, cujo lado esquerdo é perfurado por três buracos de balas e que remete ao dizeres “Nego” da bandeira da Paraíba. Foram selecionadas, ainda, peças da série “Mesopotâmia”, expostas em 2010 na Galeria Arte Plural, no Recife, que se ligam à fase da Nova Figuração e à influência da Pop art e ao grafite, e também da Nova Geometria, período do qual Córdula foi adepto a partir dos anos 1980.

Há, no entanto, obras inéditas, como a intervenção “Brigada da Hora” (2016), obra de pintura coletiva feita sobre o que restou do antigo Cine Duarte Coelho, em Olinda, juntamente com os artista ou grafiteiros Manoel Quirino, Cecília Araújo, João Lin, Raoni Assis, Kátia Fujita, entre outros. A escultura da mostra, “Borborema” (2015), em granito e chapa de acrílico, retoma a premiada obra, revisitada pelo artista desde os anos 1970.

Serviço:
Exposição: “Raul Córdula – Antologia”
Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, lote 2, próximo à Rodoviária do Plano Piloto – Zona 0, Brasília – DF)
Quando: De 15 de Setembro a 16 de Outubro
Horário de visitação: Terça-feira a domingo, das 9h às 18h30.
Entrada Franca
Informações: (61) 3325-5220

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