010 Menor - Arquitetura acessível para idosos
Foto: Divulgação

Arquitetura acessível para idosos

Quando se planeja um projeto de arquitetura voltado para idosos, alguns detalhes devem ser levados em consideração para que haja, além de beleza e sofisticação, conforto e segurança no local. Especialistas apontam a necessidade de se pensar em acessibilidade no intuito de oferecer qualidade de vida garantindo autonomia no dia a dia.

De acordo com o arquiteto Anderson Lula Aragão, em relação ao mobiliário, é importante não usar objetos e móveis com pontas, translúcidos e espelhados. Ele pontua que o ideal é optar por itens em madeira e com cores mais fortes. “São opções mais resistentes e que podem ser mais facilmente notadas”, destaca.

Nos cômodos, ele frisa que é necessário atenção na escolha do piso e das maçanetas. “Os pisos devem ser antiderrapantes e foscos, as portas devem ter larguras maiores e as maçanetas devem ser de bastão”, afirma. Em locais molhados como o banheiro, Anderson pontua que é necessário incluir portas que abram para fora e barra de acessibilidade em locais que necessitem de uma certa sustentação para o corpo. “O grande desafio é desenvolver um projeto que não tenha uma decoração adaptada, mas que interaja e se integre ao restante.”

Foi levando como premissa a desmistificação da ideia de estar em um asilo que a arquiteta Andréa Pedrosa deu cor e textura ao Lar do Aconchego, localizado em Jaboatão dos Guararapes. O espaço de 1,3 mil m² engloba 32 suítes e mais de 10 ambientes de lazer e serviço. “Ele é uma alternativa à moradia. É um espaço onde eu, você, qualquer idoso gostaria de viver, com assistência, serviços de lazer, esportes, diversão, interação com os demais, não sendo um espaço de isolamento”, pontua.

O ambiente mescla entre os tons verde e bege levando uma sensação de tranquilidade. “Ao mesmo tempo, não ficamos presos às paletas neutras. Cores trazem estímulo e nós as usamos nos mobiliários, especialmente nas salas de apoio, onde acontece a maior parte da interação entre os idosos”, explica a arquiteta.

Quando se fala em iluminação, a aposta nos quartos é de luz indireta, com sancas que jogam a luminosidade para o teto e os painéis das camas jogam para as paredes. Nas áreas comuns, ela se torna pontual e contínua, criando linhas para o caminhar. “As lâmpadas foram todas de LED. Mas, onde foi possível aproveitar a iluminação natural, nós a exploramos”.

Toda marcenaria das áreas comuns foi feita pela Favoritta Planejados. O refeitório fica por conta do mobiliário da Thonnart. Já nos quartos, foram desenvolvidos de acordo com o layout proposto, executado pelo marceneiro. “Foi maravilhoso trabalhar num projeto assim, pois a preocupação com o bem estar nessa fase da vida foi contagiante”, afirma Andréa.

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