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Vitória Régia - Presidente do IAB/PE |
Qual a importância de um congresso desse nível acontecer em Pernambuco?
Esse congresso vem pra resgatar o IAB. E conquistamos isso antes do início do Congresso. O Instituto precisava voltar a ser um agente de responsabilidade pra sociedade. Vamos mostrar que a arquitetura é de debate de todos e não, apenas, de arquitetos. A arquitetura é transversal de qualquer linha cultural. Queremos fomentar as cidades criativas e a sociedade precisa participar diretamente no ''produto'' do qual vai usar.
O que exatamente o público pode esperar de um tema de arquitetura em transição?
É a nova fase da arquitetura. Todos têm que planejar o nosso futuro. E os arquitetos
estão prontos pra isso. Vamos discutir assuntos estratégicos para a crise urbana para criarmos cidades mais saudáveis e acabar com essa decadência urbana. Hoje, se fala muito do sustentável em relação ao verde, preservação da madeira e pouco se fala do urbano. Precisamos tratar do urbano.
Qual a avaliação do nosso Estado em relação à arquitetura?
Pernambuco é o estado que mais cresce no Nordeste e o NE é a região que mais cresce no Brasil. Nós precisamos responder a isso. Pernambuco está de portas abertas para o crescimento no ramo e a sociedade precisa saber que o progresso não é, apenas, Suape.
O que o IAB espera do Congresso?
Queremos debater em conjunto. Colocar em discussão que a inclusão é importante para um crescimento urbano ideal. Tudo tem que ser integrado e o arquiteto precisa ter mais gás para voltar a pensar na totalidade do sistema. É o que rege nossa formação. No complexo dos fatores. O arquiteto perdeu direito de projetar e teve que virar decorador. E o interno é interessante sim, mas a arquitetura tem que ser externa. O mundo tem que ver o nosso trabalho.
André Clemente
- andre@miraimidia.com.br