Exposição
'Ao Recife o que o Recife não conhece'

Paço Alfândega recebe exposição sobre a importância da presença e participação da comunidade judaica na história de Pernambuco, a partir de 24 de janeiro
Divulgação

Pinturas integram a exposição
Dentro da programação da semana de lembrança ao Holocausto, mundialmente celebrado no dia 27 de janeiro - data que marcou a libertação dos sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, em 1945 -, o Paço Alfândega em parceria com Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco (AHJPE) e a Federação Israelita de Pernambuco (FIPE) promovem a exposição 'Ao Recife o que o Recife não conhece', entre os dias 24 e 31 de janeiro. Através de vídeos, artesanatos, objetos litúrgicos, livros, postais e banners, a mostra conta um pouco da história da vinda e permanência dos judeus ao Estado, que viriam a se tornar a 1º comunidade judaica das Américas. 


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Fragmentos arqueológicos

A solenidade de abertura acontece no domingo (24), às 17h, quando será prestada uma homenagem a alguns nomes importantes na preservação da história judaica em Pernambuco, entre eles alguns dos sobreviventes que vieram na época da Segunda Grande Guerra como Luiz Kano, Pola Berenstein, e Suzi Krautamer, além de Moisés Lederman, o mais velho integrante da atual comunidade recifense. Luciana Azevedo, da Fundarpe; Taciana Portela, do Minc e outras personalidades também receberão homenagens pelo apoio aos projetos desenvolvidos pelas instituições judaicas no Estado.


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Imagens cartográficas
Montada na praça de eventos do Paço, a exposição é dividida em três momentos. O primeiro, com o título homônimo ao da mostra, relembra duas fases que marcaram a existência dos judeus no Estado: entre 1637 e 1654, período holandês, com a vinda dos cristãos-novos e judeus de Portugal e da Holanda; e o início do século XX, com a chegada dos primeiros imigrantes judeus do centro-leste europeu (Rússia, Alemanha, România, Lituânia, Polônia).



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Quadros do acervo

Em outro momento, a mostra aborda 'A história através do olhar', ao relembrar os principais locais da presença judaica em Pernambuco através de fotos recentes em contraponto com ilustrações da época. Nesta parte, o público poderá conhecer, por exemplo, um pouco mais da Sinagoga Kahal Zur Israel, na Rua do Bom Jesus, e da Ilha do Cheira Dinheiro - nome folclórico atribuído ao local onde hoje se situa a comunidade de Brasília Teimosa, no bairro do Pina, pelo fato do seu proprietário ser considerado muito avarento. 


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Peças preservadas
E haverá, ainda, a apresentação do projeto 'Vidas como essas', que tem como objetivo demonstrar o reconhecimento por algumas pessoas, judias ou não, que se destacaram em pesquisas e trabalhos relacionados com a integração dos judeus à sociedade pernambucana. O homenageado da vez é o professor pernambucano José Antônio Gonsalves de Mello, que realizou pesquisas na Holanda e em Lisboa sobre a presença holandesa no Nordeste brasileiro, cujos resultados foram publicados, por volta da década de 1940, nos livros 'Tempo dos Flamengos' e 'Gente da Nação'.


'Ao Recife o que o Recife não conhece'
No Paço Alfândega
Rua da Alfândega, 35, Bairro do Recife - Recife/PE
(81) 3194.2100
De 25 a 31 de janeiro - Segunda a sábado, das 10h às 22h; domingo das 12h às 20h;

   


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