Mercado de arte em foco

Há 32 anos sob o comando da Arte Maior Galeria, o marchand Sérgio Oliveira traça um panorama sobre o mercado de arte plásticas em Pernambuco e explica como foi o processo de produção do Anuário Pernambucano de Artes 2012, que traz os principais artistas atuantes no estado.

SIM! – Como foi o processo de elaboração do anuário?
SÉRGIO – Nos últimos tempos, aumentou o número de pessoas vindo morar em Recife e de turistas que visitam a galeria. Então, elas vêm em busca de fazer a aquisição de obras de artistas de Pernambuco, e havia uma procura por algum livro ou registro onde fosse possível ver as obras. Então, procurei a editora Negócios PE de Drayton Nejaim e nós montamos uma equipe de trabalho para pegar informações dos artistas e fizemos a formatação a do livro.

SIM! – Como foi a seleção dos artistas?
SÉRGIO – Nós estabelecemos o seguinte critério, queríamos ter uma fotografia dos artistas atuantes no mercado de arte. Então, eles teriam que comprovar que fizeram uma exposição individual ou então cinco coletivas, além de ser pernambucano ou estar atuando no estado há mais de cinco anos. Entre os principais nomes estão, Brennand, João Câmara, Romero Britto, José Claudio, Tereza da Costa Rêgo, entre outros.

SIM! – Na sua opinião, como está o mercado de arte em PE?
SÉRGIO – Nós estamos vendemos muito, principalmente, para fora. Tem muitos turistas que estão de passagem pela cidade e vem aqui na galeria adquirir obras. Mas, a maior parte do público ainda é de pernambucanos. Com o aquecimento da economia, as pessoas estão ganhando mais dinheiro e, consequentemente, nós conseguimos pegar uma fatia desse mercado. Estamos vendendo bastante para colecionadores, e tem muita gente investindo em obras de arte. Também você percebe o aumento do preço, principalmente, de artistas mortos ou artistas consolidados no mercado nacional.

SIM! – Qual é a importância dessa publicação para o mercado de arte?
SÉRGIO – Um artista novo que está no livro, vai aparecer ao lado de um João Câmara, então ele passa a existir, surge o nome dele. Então o livro vai dar destaque para os artistas novos, eles vão ter a chance de aparecer. Nós mostramos a cultura de Pernambuco como um todo, então o livro é um documento, um registro de fundamental importância.

SIM! – Qual é o perfil do público consumidor de arte em PE?
SÉRGIO – Eu acho que tem, são pessoas que gostam de arte e cultura. Quando vai para as obras de maior valor, tem que ter um poder aquisitivo. Hoje, existe o giclê (é uma impressão em tela igual a obra original, autorizada e assinada pelo artista), que torna os quadros mais acessíveis. Então, os giclês, barateiam bastante as obras, ele vem para atender essa demanda, da pessoa que gosta de arte, que gosta do artista, mas não pode comprar a obra no valor original. Nós também temos feito contrato com alguns artistas para fazer o giclê dos quadros, pois nos queremos fazer circular e ele não deixa de ser original porque é assinado pelo artista e tem um efeito visual bastante semelhante, quase imperceptível. Através desse recurso, o artista também pode espalhar a sua obra pelo mundo.

Arte Maior Galeria
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